Falta de estrutura nas escolas é uma barreira entre as novas tecnologias e os alunos

No século XXI, a leitura ficou mais dinâmica, deixou de ser possível apenas em livros, revistas, jornais, cartazes e passou a estar presente no meio digital. Com isso, a educação de crianças passou a exigir a necessidade de incluir os novos leitores nos mais variados ambientes, sejam eles as páginas de um livro ou as telas dos dispositivos eletrônicos. “Já não pode ser considerada letrada uma pessoa que não esteja familiarizada com os novos portadores de texto”, afirma Mônica Timm de Carvalho, CEO do Elefante Letrado, plataforma educacional com foco em incentivar a leitura na educação infantil.

A ferramenta é indicada para crianças de 6 a 11 anos, ou seja, para os anos iniciais do ensino fundamental. “O propósito de nossa plataforma é a inclusão do maior número possível de crianças no ambiente letrado”, diz Mônica.“Para tanto, utiliza-se das novas tecnologias digitais para disponibilizar acesso a centenas de livros de literatura infantil, em português e em inglês, desafiando as crianças a desenvolverem a compreensão leitora.”

Metas e desafios

A empresa tem cerca de 4 anos, mas o primeiro deles foi utilizado para o desenvolvimento do software, na Índia. Os primeiros projetos-piloto, para validação da plataforma, foram realizados em 2015. O ano de 2016 marca o início da prospecção de mercado realizada de modo mais estruturado.

De acordo com a CEO do Elefante Letrado, os primeiros desafios – o desenvolvimento da base tecnológica e do conteúdo da plataforma – já foram vencidos. Agora, eles têm uma mistura de meta com desafio que é ganhar escala, de modo a tornar o propósito da empresa uma realidade.

Aluno letrado

A plataforma funciona em computadores, tablets e celulares. Porém, a falta de estrutura de algumas instituições de ensino é uma barreira para o avanço da educação digital. “As escolas brasileiras ainda enfrentam sérias defasagens de infraestrutura e essa barreira precisa ser vencida. Mas o desafio maior para essas organizações de ensino será mobilizar, junto aos seus professores, práticas pedagógicas mais adequadas à velocidade das mudanças da cultura”, diz Mônica.

Segundo ela, é importante que a escola disponha dos requisitos mínimos de infraestrutura exigidos para a plataforma poder ser disponibilizada, ou seja, internet e dispositivos eletrônicos. Mônica explica que o número mínimo para contratação é de 35 usuários/alunos. Os acessos aos professores, técnicos e gestores, assim como a capacitação desses para o uso da plataforma, está incluído no valor da contratação mínima.