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A evolução dos modais de delivery no país

A evolução dos modais de delivery no país

*Artigo de Gabriel Arcon

O mercado de alimentação tem passado por muitas transformações nos últimos anos. Essa transformação se deve, principalmente, a mudanças de comportamento do público, que tem procurado por alternativas cada vez mais inusitadas em todas as áreas. Comida de verdade, alimentos raw (crus) e grab and go (alimentos mais saudáveis e frescos embalados de formas práticas) são algumas das fortes tendências para 2019 e 2020 no setor de food service.

Outro ponto alto que podemos esperar ao longo desse ano é com relação aos serviços de delivery. Em metrópoles dinâmicas, como é o caso de São Paulo, é cada vez mais latente a necessidade de se criar alternativas para distribuir todas essas novas tendências, sem gerar impactos negativos no trânsito, na economia e na qualidade de vida das pessoas. Por isso, já existem iniciativas de grandes players que têm feito compras ou aluguéis de bikes e e-bikes (bicicletas elétricas) para ajudar o tráfego.

O que antes era limitado a entregas de pizzas, esfihas e, no máximo, comidas orientais, se expandiu graças aos serviços de qualidade de aplicativos como iFood, Rappi e Uber Eats. Essas plataformas ganharam peso e já fazem parte da rotina atribuladas das pessoas, pois entregam comida de qualidade, preços acessíveis e comodidade.

Para se ter uma ideia, segundo dados divulgados ano passado pelo iFood, a empresa possui mais de 50 mil restaurantes cadastrados e mais de 120 mil entregadores que são focados em oferecer a melhor experiência de entregas no Brasil. A plataforma já alcançou 390 mil pedidos por dia no país, somente nas últimas semanas de outubro de 2018, representando um aumento de 109% com relação a outubro de 2017.

Como é considerado líder de mercado, o iFood virou o benchmarking para quem quer se diferenciar no setor de food service e, por isso, está sempre de olho nas principais tendências. Em 2019 a plataforma já inovou e proporciona a seus entregadores a possibilidade de acesso ao uso de bikes elétricas da E-Moving para realizar os envio dos pedidos, ajudando-os a percorrer longas distâncias de maneira sustentável.

Para finalizar deixo uma provocação. Se antes as entregas eram realizadas a pé, com a ajuda de cavalos ou trens, agora são feitas por meio de bikes elétricas, que não poluem o meio ambiente e ajudam nos deslocamentos. Quais serão os próximos passos desse mercado que não para de se reinventar?

*Gabriel Arcon é CEO da E-moving, startup de aluguel de bikes elétricas