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A mágica das Chicas Poderosas

A mágica das Chicas Poderosas

A experiência Chicas Poderosas e a mágica de atuar em rede

2017, Recife - Até então, na minha jornada para ser uma chica poderosa havia passado por um sabático, que me levou a criar uma startup social (Women Friendly) para combater o assédio sexual em empresas. Aí, recebo um e-mail da diretora de Conteúdo Digital do Jornal do Commercio:

Ana,
Vamos receber o time das Chicas Poderosas na nossa sede. Acho você uma “chica poderosa” e deveria participar.
Abs,
Maria Luiza.

Antes de seguir, uma introdução de quem eu era até aí: Jornalista e Mestre em Marketing e Comunicação Corporativa pela IE Business School, Madri, dez anos de carreira em empresas de relevância na América Latina como Natura, Alpargatas e Rio 2016, vivi a trabalho na China e Emirados Árabes. Hoje, na minha experiência conto com projetos e/ou negociações feitas com mais de 40 países. Pausa. Um sabático para me entender e estudar sobre o novo mundo digital de possibilidades. O chamado para adotar uma causa. Chicas Poderosas.

Participei da sessão de Design Sprint promovida pelas Chicas Poderosas, no Recife, que havia passado por Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo com o apoio financeiro da Open Society Foundation. Foram dois dias de imersão para entender como compreender pontos de dor do consumidor de informação a partir da empatia e criar num processo colaborativo protótipos de soluções que pudessem responder às necessidades desse consumidor de informação.

Liderado pela CEO, a portuguesa Latin-America passionate Mariana Santos, e pela embaixadora das Chicas no Brasil e premiada Google Innovator Mariana Ochs, o Design Sprint clareou vários aspectos que me angustiavam quando eu atuava em corporações. Como podem empresas gigantescas oferecerem aos seus consumidores soluções que precisam doutrina-los para que entendam como usá-las ou até entender que a demandam? Não seria mais fácil co-construir com esse consumidor ou usuário?

No Recife, o ponto de dor do usuário era a polarização política e o ódio nas redes, temas que não preciso explicar profundamente dado o que vivemos hoje. Com isso, meu time e eu desenvolvemos o protótipo do game #letstalk.
Em Manaus, discutiu-se a falta de representatividade da mulher indígena na mídia mainstream. Em São Paulo, a sustentabilidade da mídia digital independente. No Rio, a comunicação com as comunidades carentes a partir da tecnologia.
Corte.

Janeiro, 2018, São Paulo – O Design Sprint é a primeira etapa de seleção para a aceleradora New Ventures Lab, coordenada pelas Chicas Poderosas, também com apoio financeiro da Open Society Foundation. Inscrevi-me no processo seletivo. O game #letstalk foi um dos dez grupos selecionados entre projetos e empresas da América Latina. Comigo estavam grupos de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belo Horizonte, e também de outros países: Peru e Equador.

Mudei-me para São Paulo para desenvolver meus dois projetos: ser acelerada pelo NVL e a Women Friendly. A aceleração deu-se no Google. Mentores do Vale do Silício, Estados Unidos, países da Europa, América Latina apoiaram-nos. Aprendemos desde a registrar nossas patentes e tornar-nos inventoras (Uhu! Nunca pensei na vida), gerir canvas, modelo de negócios, captar fundos, fazer pitch. Todas aquelas coisas que lemos sobre startups e que, por nos acharmos miudinhas e entendermos a dureza que é empreender por algo ainda tão intangível de monetizar: a mídia independente, algo necessário para manter a democracia na nossa América Latina.

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Além do acesso a mentores de nível internacional, o NVL me proporcionou um ambiente de conforto. Estamos todas juntas, onde uma puxa a outra, sem julgamento. Sem medo de sermos novatas no mundo do empreendedorismo e da tecnologia. Em seguida, saímos para os leões – negociar e prospectar fundos como qualquer empresa ou startup.

Porém, a nossa base nos deu força, voz.

Sendo sincera, ao final da minha apresentação de pitch para financiadores e VCs (venture capital), recebi uma salva de palmas de apoio que nunca, em nenhum ambiente, havia recebido. Até mesmo quando estava entre mulheres.
Dessa magia que vivi, voluntariei-me para me tornar Embaixadora dessa rede de 5.000 mulheres latinas que compartilham desses valores e motores de vida. O Women Friendly onde ficou? Por causa dessa rede uma puxa a outra, já fui palestrar em Portugal, Miami, México. Representando o Brasil e toda essa forma de nós, latinas.

O medo? Bem, como a CEO Mariana costuma dizer:

“De nós latinas, já tiraram tudo. Até o medo”
Mariana Santos, CEO Chicas Poderosas

O convite
Se você, mulher latina, quer conhecer mais de Design Thinking e/ou tem um projeto que queira acelerar no NVL 2019, aqui vão os convites que podem mudar a sua vida.
Neste ano, estaremos em Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro. Chicas de qualquer lugar do País e da América Latina podem participar. Clique aqui para saber mais!

Até breve, próxima chica poderosa da rede!
Chicas-SP
Florianopolis
Chicas-RJ

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