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Aegro vê “movimento mundial” para tecnologia no agronegócio

Um movimento mundial. Assim o CEO da Aegro, Pedro Dusso, avalia o crescimento da utilização de ferramentas tecnológicas para manejo e controle de produções agrícolas, especialmente as desenvolvidas por startups. Um mercado poderoso, que só nos EUA movimenta mais de US$ 1 bilhão ao ano.

“Aqui no Brasil e também no exterior há diversas empresas surgindo, temos concorrentes em várias áreas. Isso é muito bom, principalmente para o produtor, que não está mais preso a determinados fornecedores, pode escolher. É um setor fortíssimo, e é muito bom trabalhar nesse meio. O produtor rural é um ótimo cliente. Se a ferramenta funciona bem, ele faz propaganda para as pessoas próximas”, afirma Dusso.

Nesse contexto, a Aegro se consolida como uma das principais startups da área no Brasil. Com cerca de 200 clientes do software pago (e aproximadamente 600 usuários, já que várias pessoas usam cada licença vendida) e mais de 2300 no aplicativo gratuito para telefones celulares, a empresa continua crescendo.

Hoje os principais clientes da empresa são pequenos e médios produtores. Os maiores são proprietários de áreas de cerca de 5 mil hectares. Não há um limite mínimo: há clientes com áreas entre 25 e 30 hectares, mas a maior concentração está nas faixas entre 500 e 1500 hectares de área.

“Nosso aplicativo gratuito serve para as pessoas conhecerem a ferramenta. Ali, registram números de safras e veem que o sistema não é um 'bicho de sete cabeças'. A partir desse contato com o aplicativo, aumenta a chance de a gente vender o software para essas pessoas”, explica Dusso.

Fundada em 2014, a Aegro é fruto de uma parceria entre quatro profissionais de TI e um agrônomo. Juntos, perceberam que não havia um software de qualidade para atender às demandas do setor. Apesar das dificuldades naturais às empresas recém-fundadas, Dusso explica que a aceitação da ferramenta foi positiva.

Muitas vezes, segundo ele, há uma impressão equivocada sobre os profissionais do agronegócio, que podem ser vistos como pessoas menos abertas à tecnologia. Na verdade, é exatamente o contrário: “tratores agrícolas com GPS já são usados há mais de 20 anos. Também há muito investimento em biotecnologia. Esses profissionais estão muito acostumados e sempre investiram em tecnologia, mas em outras áreas. O que faltava era um bom software”, pondera o CEO da Aegro.

A Aegro entra 2018 com um objetivo claro: desenvolver um novo módulo para monitoramento de pragas, que vai permitir que os usuários em campo registrem infestações e reportem aos supervisores, ganhando tempo e melhorando a produtividade no processo agrícola. As questões de controle de custo e ferramentas bancárias também ganharão força.

Integração

A parceria com outras empresas também está no horizonte próximo. A Aegro faz parte da SP Ventures junto a startups de áreas como agricultura de precisão e drones, por exemplo. A ideia é fazer com que o Aegro seja uma base para integração entre estas e outras soluções.

“Tecnicamente do ponto de vista do manejo temos a melhor ferramenta que existe. Queremos desenvolver mais a questão do ponto de vista financeiro. Queremos oferecer mais integração, mais sinergia para o produtor rural”, encerra Dusso.



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