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Bradesco quer reunir 200 startups no InovaBra Habitat

Até o final de abril, o Bradesco espera reunir cerca de 200 startups em seu recém-inaugurado InovaBra Habitat.

O espaço, que fica na região da Avenida Paulista, em São Paulo, foi oficialmente inaugurado em fevereiro, com a maior parte das estruturas já concluídas e profissionais de aproximadamente 100 startups já trabalhando no prédio, que conta ainda com representantes de empresas como Oracle, IBM e Microsoft.

O espaço é dedicado à geração de negócios em áreas como blockchain, big data e algoritmos, internet das coisas, inteligência artificial, open API e plataformas digitais. Para facilitar o desenvolvimento das atividades há uma sala para ideação, espaço para criação de conteúdos, uma área de convivência com supermercado, farmácia, café premium e agência do Bradesco.

Gerenciado pela WeWork, o InovaBra Habitat tem 22 mil m² de área, distribuídos em 10 andares - além de um espaço para eventos no rooftop. Além dos representantes de startups e grandes empresas, o prédio conta com habitantes que representam universidades, investidores e os principais parceiros tecnológicos do Bradesco.

"Este é um espaço aberto para que as startups se candidatem a vir, mas nós temos um processo de curadoria. Buscamos startups mais maduras, não estamos buscando empreendedores na fase de incubação, por uma razão principal: na outra ponta estão empresas geradoras de demanda e consumidoras dos serviços dessas startups. Como a demanda é unir as duas pontas, optamos por essa estratégia", explica o vice-presidente de tecnologia do banco, Maurício Minas.

O Bradesco não revela o valor gasto na construção do edifício. O custo por cada posição de trabalho varia de acordo com o perfil da empresa alocada. Cada startup paga R$ 700 por mês. As grandes empresas alocadas têm custo mensal de R$ 2.600 por profissional. E, para as fornecedoras de tecnologia, o custo é de R$ 3.200 por posição ao mês.

“É um presente para o Brasil, um presente para São Paulo. Este lugar [região da Avenida Paulista] está na linha de frente dos melhores centros de inovação do mundo. Este projeto mudou o apetite da empresa do Brasil. Tivemos que adaptar todos nossos modelos de negócio e conseguimos trazer tudo o que sabemos fazer de melhor, e isso foi fundamental para a empresa ter mais apetite para investir mais no Brasil”, afirma Lucas Mendes, diretor geral da WeWork no Brasil.

"Criamos um ecossistema de maneira que consigamos inovar como se inova, e não fazer no modelo tradicional. O mercado de hoje é totalmente diferente do que estávamos acostumados", complementa Maurício Minas.



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