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Buscar Peças expande atuação e atende até demandas dos próprios veículos

  • Felipe Mendes

    Felipe Mendes

    Felipe is our journalist at Polinize. We are committed to helping all stakeholders understand why, when and how technology can - and cannot- support better them.

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A Buscar Peças foi fundada como uma plataforma para que o consumidor final encontrasse peças de veículos, em um momento de mercado saturado. Mas, nos últimos quatro anos, a startup não parou, e hoje atende em diferentes plataformas. Uma delas tendo como “clientes” os próprios veículos: a base de dados da empresa é alimentada pelo sistema OBD-II.

O sistema, cujo nome vem do inglês “on-board diagnostics” (“diagnóstico de bordo”, em português), é obrigatório em carros no Brasil desde 2010, é ligado à central eletrônica do carro para leitura e transmissão de diversos dados mecânicos. São esses dados que a equipe da Buscar Peças recebe.

“Com o desenvolvimento da empresa, entendemos que nosso principal cliente era o próprio carro. Quem precisa de peças é o carro, não é nem o usuário ou o mecânico. A partir daí desenvolvemos a plataforma para que o próprio carro demandasse as solicitações de peças”, explica Petros Barreto, CEO e desenvolvedor da Buscar Peças.

O caminho para chegar a essa plataforma passou por outros espaços. Depois de pensar no motorista, a Buscar Peças desenvolveu uma plataforma para oficinas, outra para fabricantes e mais uma para empresas que vendem as peças de veículos.

“Criamos soluções para toda a cadeia. Quando um usuário precisa de uma peça demandada pelo carro, ela pode ser necessária também em outros veículos fabricados no mesmo lote. Essa demanda passa para o distribuidor e automaticamente para as fábricas, que repassam as peças para as lojas, para que não haja demora”, complementa Barreto.

O CEO conta que a equipe avalia uma mudança de nome da startup, que hoje conta com soluções de e-commerce e marketplace para que empresas de autopeças esteja pronta para o mundo web. Os clientes estão também no exterior, em países como Uruguai, Bolívia, Paraguai e Canadá.

“A gente não vende peças. vendemos oportunidade negócio, tanto para quem quer comprar, quanto pra quem quer vender. Não cobramos taxas nas vendas, cobramos apenas mensalidades de quem está vendendo. Quem paga essa mensalidade faz parte de nossa plataforma e pode vender mais”, conclui.

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