You've successfully subscribed to Polinize
Great! Next, complete checkout for full access to Polinize
Welcome back! You've successfully signed in
Success! Your account is fully activated, you now have access to all content.

Business Agility: agilidade além dos times

Por Alcebíades Araújo, Head de Cultura do Grupo Squadra

O atleta norte-americano Mark Allen tinha uma estratégia bem definida para vencer o Ironman, uma das principais competições de triatlo do mundo: ser o mais rápido. Afinal, o vencedor é quem chega primeiro. Após fracassar em algumas tentativas, Allen decidiu seguir o conselho do médico e treinador Phil Maffetone. Em vez de treinar rapidez, passou a priorizar a resiliência e resistência. Como resultado, tornou-se o maior campeão da história do Ironman, colecionando seis títulos.

O mesmo raciocínio deve ser aplicado para o Business Agility. De nada adianta buscar agilidade sem um propósito maior. A companhia, antes de tudo, deve entender o que espera atingir com o Business Agility e saber que, para que a ferramenta seja realmente efetiva, ela precisa estar presente em toda a organização e não apenas em times isolados, mas de uma forma sustentável.

Assim, para ajudar as empresas a desenvolverem a capacidade de se adaptar às demandas do mercado, com agilidade, listamos cinco pontos importantes:

1) O Business Agility tem que ser um movimento estratégico e deve abranger a empresa como um todo, para atender a um objetivo de negócio. Para isso, pensar na evolução da organização como um todo é um fator indispensável e imprescindível.

2) Uma característica essencial é o sense and respond. Perceber a movimentação do mercado, analisar as necessidades do momento e responder rapidamente são indícios de que uma empresa entendeu o que significa agilidade organizacional.

3) Outro item imprescindível é o reuso de ativos. Quando uma empresa é ágil, cada vez menos ela começa algo do zero. Em vez disso, reusa os ativos, adaptando os serviços e produtos atuais para ajustá-lo às necessidades que surgem.

4) Investir no design organizacional é outro fator a ser considerado. A dinâmica de funcionamento da empresa é determinante para o sucesso de uma estratégia de Business Agility. Se o desenho das áreas não favorecer a geração dos atributos relacionados com a agilidade, o resultado será aquém do esperado.

5) A agilidade tem que ser medida. Cada organização precisa encontrar métricas e indicadores robustos para mensurar o progresso. Somente medindo constantemente os resultados é possível corrigir as estratégias e avaliar se iniciativa está contribuindo para os negócios.

O cenário que vivemos hoje comprova que a resiliência é tão importante quanto a agilidade. Temos inúmeros exemplos de empresas que rapidamente chegaram às primeiras posições do ranking de preferência dos consumidores e, tempos depois, começaram a apresentar resultados questionáveis.

Por outro lado, também convivemos com casos de empresas tradicionais que, mesmo durante a pandemia de Covid-19, souberam se reinventar e aproveitar as oportunidades, lançando produtos e serviços inovadores com base no que já realizam ou vendem há tempos.

Nada indica que isso irá mudar no futuro. Assim, antes de investir na estratégia de Business Agility, é necessário que os tomadores de decisão estudem o ambiente em que sua empresa está inserida e entendam de que forma isso irá realmente contribuir com os objetivos estabelecidos. Para essa missão, é indicado contar com especialistas de credibilidade e experiência, que sejam capazes de identificar as principais dores e, ao mesmo tempo, estejam dispostos a respeitar a história da organização e aproveitar o legado antes de indicar estratégias de evolução.

O mais importante não é o tempo que você leva para chegar ao topo e sim quanto tempo é capaz de permanecer lá. Assim como Mark Allen, as empresas bem sucedidas no futuro serão as com maior resiliência, e não necessariamente as mais ágeis.

Top stories in your inbox!