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Conectividade sem tecnologia

  • Marco Aurelio Gehlen

    Entusiasta de todas as fases do desenvolvimento de produtos e serviços.

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Quando se fala em conectividade, há uma natural associação com protocolos de comunicação criados artificialmente.

Nesse ponto, é interessante refletir sobre o que poderia ser chamado de "senso comum", limitação ou interconectividade natural do ser humano e toda sua diversidade.

O estudo das primeiras representações humanas, que são datadas de muitos anos A.C., mostra semelhanças grandes entre características exageradas e que remetem aos instintos primários de nossa inteligência.

A exemplo, em diferentes épocas e diferentes locais, desde a Rússia até o sudeste da Europa, foram encontradas representações não fiéis da anatomia, porém que buscavam ressaltar o imaginário de fertilidade. Esses povos não eram conectados por nenhuma fonte de informação criada.

O que se entende é que diferentes povos, não conectados, instrisicamente possuiam entendimentos "parecidos" de uma determinada informação em sua essência.

Um exemplo é a representatividade da fertilidade através "das Vênus". Todas ressaltam estereótipos descaracterizados do entendimento comum de povos distantes:

  • Vênus de Willendorf - Áustria (hoje provavelmente a menor atração em tamanho e o maior destaque do museu de Viena). É a principal foto deste post.
  • Vênus de Laussel - França;
  • Venus de les Pugue – França;
  • Donli Vestonice – República Tcheca;
  • The Kostienki – Rússia;

Fazendo um paralelo, no livro "Atlas de Ciências" publicados pelo MIT em 2010, Katy Börner, mostra um mapa de correlações intitulado "Visualizando o que sabemos" entre as diferentes grandes áreas do conhecimento.

Através da análise, pode ser verificado que o conhecimento mapeado é circular, de modo que, por exemplo, a grande área química cita física que por sua vez cita matemática.

Na sequência, voltam para engenharias que passam a citar humanas, até que humanas passa a se ligar com temas como biotecnologia, que fecham o ciclo citando exatas novamente.

O ponto que mais me chama a atenção nessa história, é a reflexão a respeito de, eventualmente, existirem pontos unificadores das interepretações de diferentes tribos (grandes áreas do conhecimento) dos fenômenos observados. Isso ocorre em diferentes locais e contextos através de povos que não necessariamente se comunicam .

Ao final, tudo parece convergir!

O conteúdo pode ser visto em sua forma original no link abaixo:

http://mol-tagge.blogspot.com.br/2014/05/historia-arte-corpo-humano-venus.html

Conectividade sem tecnologia
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