Scrum, Kanban, Extreme Programming (XP) são processos que estão aumentando a produtividade dos times de tecnologia

Adotar o gerenciamento ágil de projetos pode aumentar consideravelmente as perspectivas de sucesso de uma empresa. Isso porque as metodologias ágeis prezam mais pela entrega do produto ou serviço do que pela documentação, que se restringe ao que é essencial. Geralmente, elas trabalham com ciclos ou iterações (processo na programação) curtas, onde ao final de cada um tem-se um produto entregável. Como o próprio nome diz, proporcionam mudanças mais rápidas e, portanto, se adaptam ao contexto atual marcado pela tecnologia, dinamismo e competitividade.

Dessa forma, com feedback contínuo, comunicação consistente e envolvimento entre times pequenos, mas altamente especializados, também é evitado o retrabalho. A Impulso Agile, unidade de negócios da Impulso que oferece Consultoria Ágil em nível organizacional e treinamentos, explica como funciona os três principais métodos ágeis.

Scrum

É um dos métodos ágeis mais usados no mundo, sendo que a popularidade pode estar associada à possibilidade de ser integrada a outros frameworks. Quem participa de um projeto Scrum, conhece desde o início a lista de funcionalidades a serem executadas em cada ciclo de desenvolvimento, que neste caso se chama sprint. Há reuniões de planejamento, andamento e alinhamento sobre o que foi entregue em cada período.

O Scrum prevê o uso de práticas iterativas e incrementais, cuja promessa é maximizar o tempo disponível para a produção de trabalho útil. É guiado por um(a) Product Owner, que tem autoridade para determinar o que estará e o que não estará na versão final do software. Tem um timebox bem definido, sendo o mais comum aquele que dura duas semanas.

Kanban

Criado na fábrica japonesa da Toyota, é um método que sinaliza todas as fases do processo de desenvolvimento de um produto ou serviço. O objetivo é identificar previamente os gargalos que possam surgir, além de definir de forma clara quais são as prioridades do projeto de software. Na prática, prevê um quadro que divide as atividades em: to do, doing e done.

Nesse formato, o timebox é mais fluido e os meetings são feitos à medida que a equipe sente necessidade ou quando é demandada uma entrega maior previamente acordada. A inspiração é o método de gestão Lean, que quer dizer enxuto.

Extreme Programming (XP)

Agilidade no desenvolvimento da solução, economia de recursos e qualidade do produto são as premissas desta metodologia. Para isso, valoriza a existência de soft skills como comunicação, feedback, coragem, respeito e simplicidade em toda a equipe. Também é bastante baseada em testes, além de prever a programação em pares.

No dia a dia, há reuniões de planejamento (planning game) com duração de aproximadamente 15 minutos (stand up meeting) para alinhamento. As entregas ao cliente são frequentes e, portanto, ele deve estar sempre à disposição. Outro conceito presente neste modelo é o refactoring, que impõe a necessidade de melhoria contínua.

Todas essas ferramentas ajudam no processo de entrega do projeto. A agilidade, imposta pela experimentação e não pelo planejamento, aumenta a autonomia, flexibilidade e liberdade do(a) profissional em escolher qual caminho seguir para concluir o projeto, fortalecendo o conceito de Futuro do Trabalho.