Em sua primeira edição, evento abordou inovação, curadoria, modelos de monetização, distribuição, consumo, entre outros

Por Camila Vech

Em sua 1ª edição, o Connect Samba, realizado nesta terça-feira (07/11), trouxe representantes de empresas de diversos segmentos para discutir uma questão comum: a produção de vídeos onlines e como utilizá-los de forma estratégica. Organizado pela Samba Tech, o evento buscou promover a troca de experiências e cases de sucesso para ampliar o conhecimento sobre a importância desse meio.

O encontro contou com a presença de um público de aproximadamente 700 pessoas, entre empreendedores, estudantes, e curiosos do tema. Com 15 palestrantes e mediadores das áreas da tecnologia, educação, entretenimento, varejo, esporte, entre outros, foram abordados durante 10 horas pontos relevantes sobre o uso de vídeos online que podem ser usados em qualquer mercado, como inovação, conteúdo atraente, modelos de monetização, educação a distância, cross-media, distribuição, consumo e absorção de informações por vídeos, conexão e fidelização, entre outros.

Entre as palavras mais citadas durante Connect Samba, relacionadas à produção de vídeo online, estavam formato, público, propósito, curadoria do conteúdo e métricas. Veja um resumo de dicas dos palestrantes:

Público

Entender quem é seu público, estudar seu perfil, mapear nichos de audiência, entender o que é relevante para este público dentro do seu negócio. É preciso saber quem você quer atingir com seu vídeo para direcionar a estratégia, conteúdo, linguagem e canais (distribuição).

Propósito

Cada vídeo tem que ter um propósito, seja para relacionamento, engajamento, venda ou estudo. “Ele precisa ter uma missão, senão não faz sentido”, diz Rafael Rez, consultor de marketing digital.

Formato

“Não adianta gravar um vídeo em sala de aula e depois transmitir online com o mesmo modelo”, comenta Paulo Jubilut, fundador e CEO do Biologia Total.

O formato do seu produto precisa ser responsivo para mobile. E dependendo do seu público, a derivação desse mesmo conteúdo para diversos canais pode fazer diferença. Assim explica Rafael Rez ao comentar que alunos de pós graduação são os que mais buscam conteúdo na internet, principalmente logo após eventos.

“Imagina ele sentado com seu celular estudando, e um conteúdo não é responsivo e precisa ser aberto em um desktop?! Você já perdeu o interesse deste consumidor se ele não quiser se deslocar”.

Curadoria

Conteúdos legítimos, bem estruturados, criativos, bastante claros, diretos ao ponto e sempre com alguma novidade. Que sejam atrativos ao usuário, de qualidade e com determinada frequência. E ainda, como citado anteriormente, voltado para determinado público ou região, que leve experiência, gere identificação, empatia e/ou curiosidade.

É o caso da NBA que, após definir seus mercados prioritários, contratou uma equipe exclusiva para tropicalizar todo o conteúdo após cada rodada e determinar os acontecimentos mais relevantes e que devem se destacar em cada região.

Outro exemplo, são os que startups como o Descomplica e o Biologia Total estão fazendo para deixar determinados temas mais atraentes para os estudantes que buscam por novos meios de aprendizagem. Salto de paraquedas para ensinar física, aulas de dentro de florestas, leão alimentando-se de uma gazela para aula de biologia, todos esses vídeos não são pirotecnias para ganhar cliques. Na verdade é o uso de elementos visuais para facilitar o aprendizado, explicar na prática, deixar aulas mais interessantes e melhorar a memória do tema abordado.

Métricas

Se há algo que a maioria concorda é que é preciso acompanhar os vídeos, medir e entender o que suscitou um determinado comentário ou compartilhamento, onde é possível melhorar, ou o que pode gerar novos conteúdos.

Desde monitoramentos mais simples do número de visualizações (views), curtidas e não curtidas nos vídeos e análise de comentários, até métricas mais sofisticadas que permitem mudar a direção de um vídeo ao vivo, dependendo do engajamento em determinado assunto, assim como aumentar o interesse e aprofundar determinados temas, mesmo em vídeos online gravados, dependendo da resposta do usuário durante sua interação com o produto. Além dos dados mensurados como resultado final, que permite adaptar o conteúdo de forma mais direcionada.

Outros destaques

Um tópico considerado muito interesse pelos presentes foi a monetização dos vídeos online. Ao longo do evento foram citados diversos formatos adaptados à realidade de cada setor e empresa que estava ali representada, como pagamento por curso, mensalidades, pacotes de serviços, conteúdos exclusivos, entre outros.

E no painel com gigantes como a Microsoft e o Rock in Rio, o que poderia ser melhor discutido do que inovação? Para Luis Justo, CEO do festival de música, o que faz a diferença é o pensar no seu público sempre com a expectativa do que vai ser novidade e atrativo no próximo ano. “Esse deve ser o norte. A busca pela experiência cada vez mais incrível”, reforça.

Palestrantes

Além da abertura do CEO da SambaTech Gustavo Caetano, entre os palestrantes, estavam nomes como o apresentador Luciano Huck; Arnon de Mello, VP da NBA na América Latina; Fábio Medeiros, diretor de conteúdo do Esporte Interativo; Marcelo Souza, diretor de Tecnologia em Mídias Digitais da TV Globo; Camilo Coutinho, idealizador do Canal Play de Prata; Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil; Luis Justo, CEO do Rock in Rio, Fátima Pissarra, General Manager da Vevo Brasil; Rafael Rez, consultor de marketing digital; Alberto Santana, diretor de Produção Multimídia da Kroton; Gian Martinez, fundador e CEO da Winnin; Paulo Jubilut, fundador e CEO do Biologia Total; Daniel Pedrino, VP Customer Success do Descomplica; Everton Alves, CRO da Samba Tech; o youtuber John Leitão; Fred Rocha, consultor especialista em varejo; e Vitor Knijnik, CEO da Rede Snack. Marcio Ballas foi o mestre de cerimônias.