Door to Door ou Last Miles: entenda a diferença dos modelos de negócios do mercado de bikes no Brasil

Renniê Paro | 2 min read

*Por Gabriel Arcon

Nem precisa muito. Basta uma volta pelo bairro ou prestar atenção no caminho até o trabalho que você verá que elas invadiram as ruas. As bicicletas, popularmente conhecidas como ‘magrelas’, estão por todo lado e já fazem parte do cenário urbano das grandes cidades brasileiras.

Sejam com inúmeras marchas, de diferentes materiais, cores e modelos, as bikes já compõem o contexto de um dos maiores desafios das metrópoles de todo o mundo: como sanar os problemas de mobilidade urbana e facilitar a locomoção dos indivíduos em seu dia a dia.

Como é crescente o número de adeptos, quero aproveitar esse artigo para destacar os diferentes modelos de negócios do mercado de bikes em São Paulo, para que os usuários saibam quais deles se adequam melhor às suas necessidades diárias. Confere aí:

Door to door: esse é um dos modelos com mais vantagens no mercado. Isso porque no ‘door to door’, os usuários têm posse dos produtos (no caso, as bikes) e não ficam dependentes da disponibilidade ou “sorte” de encontrar uma bicicleta em seu caminho. Além disso, são modelos de assinaturas mensais, que geram comodidade e segurança para os usuários. O ‘door to door’ acompanha o usuário do primeiro ao último destino, oferecendo total autonomia. Um dos exemplos de atuação desse modelo é a E-Moving com suas bikes elétricas;
Last Mile: nesse conceito, as bikes são utilizadas apenas como destino fim, e não durante o dia a dia das pessoas. O ‘last miles’ se caracteriza, geralmente, quando o usuário sai do trabalho e vai para sua casa, sem a pretensão de reutilizar a bicicleta nas próximas horas. São modelos práticos e bem úteis para sair da rotina ou aproveitar a cidade de uma forma diferente. Um exemplo é a Yellow e a bike do Itaú;

Como disse antes, as bicicletas chegaram para ficar e ganham, a cada dia, o coração das pessoas para se locomover pela cidade. O importante é pesquisar bem os modelos de negócios que são oferecidos atualmente e ver quais se adequam melhor ao seu estilo de vida. Depois, é só aproveitar e sair pedalando por aí.

*Gabriel Arcon é CEO da E-Moving, startup de aluguel de bikes elétricas no país. A startup já possui mais de 500 bicicletas elétricas em São Paulo, o equivalente (anualmente) a 1.500.000 km rodados, com uma redução de mais de 450 ton. de emissão de CO² na atmosfera. Isso equivale a 4,5 Maracanãs de árvores plantadas. Além disso, só de economia de tempo no trânsito, as e-bikes devolvem aos clientes, em média, 15 dias corridos por ano para fazerem o que quiserem.

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