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Eletrocardiogramas melhorados por inteligência artificial podem acelerar o diagnóstico e tratamento de insuficiência cardíaca

Eletrocardiogramas melhorados por inteligência artificial podem acelerar o diagnóstico e tratamento de insuficiência cardíaca

Falta de ar pode ser um sinal de várias doenças, incluindo insuficiência cardíaca, que afeta aproximadamente cinco milhões de pessoas nos Estados Unidos. Dificuldade em respirar é também uma característica da COVID-19, o que torna o diagnóstico rápido ainda mais importante.

Um novo estudo feito por pesquisadores da Mayo Clinic concluiu que eletrocardiogramas melhorados por inteligência artificial são mais eficazes na avaliação de disfunção cardíaca em pacientes, ajudando a diagnosticar a insuficiência respiratória de um paciente, em comparação com métodos tradicionais ou padrão de tratamento. Um eletrocardiograma, também conhecido como ECG, é uma gravação de 10 segundos da atividade elétrica do coração.

"Determinar a causa da falta de ar de alguém é desafiador para médicos do setor de emergência, especialmente agora que o sintoma de um paciente pode ser resultado de uma variedade de condições, incluindo COVID-19", diz a Dra. Demilade Adedinsewo, pesquisadora chefe em cardiologia da Mayo Clinic na Flórida e autora principal do estudo publicado em Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology, uma revista da American Heart Association (Associação Americana do Coração).

Tipicamente, quando as pessoas vão à emergência por falta de ar, é feito um ECG. Pacientes com suspeita de insuficiência cardíaca podem ser submetidos a um exame de sangue para procurar por biomarcadores elevados específicos, como NT-pro BNP.

"Mas esses níveis do biomarcador podem ser afetados também por obesidade, idade, doença renal, infecção grave, pressão arterial alta, ritmos cardíacos anormais e medicação específica para insuficiência cardíaca," diz a Dra. Adedinsewo.

Reconhecendo o valor da inteligência artificial, um grupo de médicos e pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveu uma ferramenta baseada no ECG e avaliou 1.606 pacientes que estiveram no setor de emergência de qualquer Mayo Clinic relatando como queixa principal a dificuldade em respirar.

"Com um ECG melhorado por inteligência artificial, podemos detectar pioras na função cardíaca com mais precisão e mais rapidamente do que o padrão atual de exames feitos em pacientes sendo avaliados por falta de ar na sala de emergência", afirma a Dra. Adedinsewo.

Ela acrescenta que as descobertas são especialmente oportunas já que a pandemia da COVID-19 continua. "Ter uma ferramenta que identifica rapidamente a disfunção cardíaca entre pacientes com falta de ar pode alterar como tratamos o paciente, especialmente se for alguém que foi confirmado ter COVID-19 ou que seja suspeito de ser positivo para o novo coronavírus."

Apesar de ECG melhorado por inteligência artificial não estar amplamente disponível, em maio a Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) conferiu a autorização de uso de emergência do algoritmo de ECG melhorado por inteligência artificial para ajudar na triagem de disfunção cardíaca em pessoas com confirmação ou com suspeita de COVID-19.

São coautores do estudo os doutores Rickey Carter, Itzhak Zachi Attia, Patrick W. Johnson, Anthony Kashou, Jennifer Dugan, Michael Albus, Johnathan Sheele, Fernanda Bellolio, Paul Friedman, Francisco Lopez-Jimenez e Peter Noseworthy, todos da Mayo Clinic.

Acesse o artigo e editorial de pesquisa online.