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Em webinar promovido pela RuaDois, especialistas discutem o cenário de aluguéis comerciais e residenciais pós-pandemia

A RuaDois, startup que impulsiona a transformação digital do mercado imobiliário, tem promovido uma série de webinars a fim de fomentar e compartilhar conhecimento sobre o cenário imobiliário frente ao momento de saúde pública atual, devido à COVID-19. Com profissionais do mercado como convidados, Paulo Fernandes, fundador e CEO da empresa, promove debates sob diversos ângulos para entender como o setor tem sido afetado.

A empresa de tecnologia colocou em pauta como o home office impacta na forma de pensar e ocupar espaços residenciais e comerciais. Marina Cury, presidente da Newmark Knight Frank no Brasil, uma das maiores empresas do mundo voltada à locação de espaços comerciais e que tem o Facebook entre seus clientes, e Alexandre Frankel, fundador da Vitacon e CEO da Housi foram os convidados do evento online. Entre os assuntos discutidos, estão a desocupação de coworkings, tipo de espaço que ganhou importância e cresceu muito na última década, e a nova relação com os imóveis em um contexto que tornou o home office como a única alternativa para manter a atividade de muitos negócios.

Frankel acredita que esse momento intensificará ainda mais a tendência das pessoas migrarem para a locação de imóveis. O especialista analisa que, com o atual dinamismo do dia a dia, a população tem a necessidade de mudança ao longo de suas vidas muito maior do que anos atrás. De acordo com ele, quase um terço dos imóveis paulistanos, por exemplo, são alugados.

Por sua vez, Marina Cury, pontua que um dos aspectos que impactará o setor imobiliário após a quarentena é a taxa de desemprego, pois com um número maior de demissões, possivelmente haverá maior devolução de espaços.

Além disso, Marina comentou que o home office, assim como o desemprego, gera maior espaço físico ocioso nas empresas e, consequentemente, aumenta o nível de interesse em novos locais de trabalho. A empresária considera que, passada a pandemia, as empresas repensem sobre a cultura de aglomeração, que deve refletir no aumento de busca por novos espaços, onde o distanciamento entre funcionários deve ser maior considerando as medidas de higiene e saúde. Ao incorporar esse hábito e mesmo com a redução dos quadros de pessoas, talvez não seja necessário reduzir o tamanho total dos escritórios de muitas empresas.

De acordo com dados divulgados pelo Google recentemente, foi estimado que, entre 30 a 45 dias, o mercado imobiliário deve se estabilizar entre 40% a 70% em relação ao que era no início de março, quando a pandemia chegou no Brasil.

Para Marina, o coworking, um dos principais modelos de espaços comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro, deve se tornar referência nas relações locatícias para donos de pequenas empresas. Após a pandemia, o número de adeptos ao home office tende a crescer de forma expressiva, e o formato oferecido pelo trabalho à distância pode reduzir o impacto econômico de negócios menores. “Para eles (pequenas empresas) é um impacto de custo muito maior, então poderão decidir se podem ou não trabalhar de casa”, explica.

Complementando esse movimento de repensar os espaços, Paulo destaca que passar mais tempo em casa por conta do isolamento tem feito muitos consumidores reavaliarem, mais detalhadamente, o lugar onde vivem e se ele atende às necessidade atuais. Acompanhando o comportamento do mercado imobiliário, que teve queda nas buscas por imóveis na segunda quinzena de março, já houve uma retomada no mês abril. "Chegamos a atingir 86% do volume de visitas agendadas pela plataforma em relação à semana anterior ao início da quarentena. É uma recuperação muito rápida considerando o cenário de crise que estamos vivendo", revela o CEO da RuaDois.  

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