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Empatia e Prevenção : Empresas reinventam propagandas e investimentos em mídia frente à pandemia

Empatia e Prevenção : Empresas reinventam propagandas e investimentos em mídia frente à pandemia

Desde que a pandemia foi oficialmente anunciada no Brasil, agências de publicidade, departamentos de marketing de grandes empresas, começaram a trabalhar para entender como e porque deveriam mudar conceitos, investimentos, buscar alternativas para vender e continuar operando durante o tempo de quarentena social. O home office foi um dos primeiros passos que as empresas enxergaram e mais de 26% dos brasileiros devem continuar nesta modalidade de emprego, segundo pesquisa realizada pelo Grupo Croma. Mas como se reinventar tão rápido? Como atrair atenção do mercado e do público com ações emergenciais? E o custo destas ações? Depois de intermináveis reuniões, discussões, debates e decisões, alguns diretores de marketing e publicitários explicam como mudaram tão rapidamente os cursos de investimentos e mídia.

Empatia e prevenção foram às palavras mais usadas por grandes nomes do marketing no Brasil. Em dezenas de propagandas vimos em evidência estes sentimentos expressos das mais diversas formas. A Sadia foi uma das primeiras empresas a mudar as suas propagandas. Lançou ainda no inicio da pandemia uma campanha onde pedia para as pessoas ficarem em casa e não estocarem comida em suas residências. O comercial foi criado pela Agência África. A campanha foi criada e gravada em quatro dias. Para a empresa a importância desta campanha exigiu acima de tudo serenidade da equipe e estudo de comportamento.

Outra empresa que assumiu este comportamento foi a Havaianas, que investiu na empatia para enfrentar a crise do Coronavírus. A marca foi uma das patrocinadoras do show de Marília Mendonça no YouTube, que atraiu mais de três milhões de espectadores simultâneos ao canal oficial da cantora. A iniciativa fez parte da campanha #EmpatiaGeraEmpatia. A marca ainda anunciou a doação de R$ 50 mil para o Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba, estado onde a marca conta com suas principais fábricas.

No segmento moveleiro, a Sono Quality Colchões Tecnológicos, optou em não investir em artistas para a campanha, como faz há 12 anos. Inovou e colocou como garoto propaganda um biomédico, Dr. Bactéria. Roberto Martins Figueiredo encabeça a campanha "Zero Bactéria" lançada pela empresa. Depois de meses de estudos e investimentos no setor, a indústria é a primeira na América Latina a ter o sistema, que será aplicado em todos os colchões da linha e mais no travesseiro Evolution, sem aumentar o valor para os clientes. “O investimento neste produto não é só pelo valor comercial, é a forma que encontramos de ser solidários aos clientes que admiram os produtos da marca”. Escolher Dr. Bactéria como nosso garoto propaganda traz a certeza que o método é eficaz e vai ajudar muito a população brasileira, ”explica Eduardo Honrado diretor de marketing do Grupo”. O filme e a campanha foram realizados em uma semana e está sendo exibida em todos os canais que a emissora tem parceria e também nas redes sociais. A produção da campanha é da própria equipe Sono Quality.

Magalu é uma das marcas mais lembradas na pandemia, segundo estudo realizado pelo Grupo Croma, mas porque a marca vem conseguindo tanta empatia do público? Um dos principais motivos é a alta exposição de sua presidente Luiza Trajano nas redes sociais, criando alternativas para o pequeno empreendedor. Uma das alternativas é a plataforma onde trabalhadores podem se cadastrar e gerar uma renda extra. Além dos comerciais exibidos dando frete grátis para todas as compras a partir de R$ 49,00. Além disso, é uma das grandes doadoras de álcool gel para hospitais públicos e comunidades carentes. Outras empresas que se destacaram com doações de álcool em gel e criaram novas campanhas de empatia foram Ambev e Ypê.

Mudar investimentos, campanhas e direcionar de forma certa o "budget" destinado à propaganda das marcas são o grande desafio desta quarentena, que ainda promete se estender por mais longos meses. Um período desafiador e que veio para mostrar que é possível rentabilizar, ser empático e conseguir apoio do público. "Uma propaganda humanizada, é disso que estamos falando. Quando as empresas assumirem este papel de forma consciente, poderão ver em seus relatórios de vendas o reflexo positivo de cada campanha. Nos primeiros dias de "Zero Bactéria" tivemos um aumento de mais 33% na procura pelos produtos." Afirma Ricardo Eloi, presidente da Sono Quality.