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Empreendedores tradicionais e startups: receita de sucesso

*Por Marcus Rossi

Muito se discute sobre o papel e foco dos empreendedores tradicionais e fundadores de startups no desenvolvimento do ecossistema brasileiro. Quando falamos de tradição versus inovação, temos que deixar claro, antes de tudo, quais empreendedores estão em cada grupo. Para exemplificar, podemos citar como novos empreendedores nomes como Alan Chusid (Banco Neon), Tania Gomes Luz (33e34 Shoes), Vítor Torres (Contabilizei) e Alfredo Soares (VTex). Por outro lado, temos como empreendedores clássicos o melhor CEO do Brasil, eleito pela Época Negócios, José Galló (Lojas Renner) e Jaime Müller (SAP).

O ponto focal desse artigo é justamente destacar que reunir profissionais desses dois polos é a receita de sucesso para apoiar cada vez mais o ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Por meio da realização e produção de eventos, é possível levar ao público um palco com as melhores experiências. O foco deve ser em apresentar empreendedores reais, com histórias reais, para inspirar quem busca transformar seus negócios ou empreender no futuro, independente do modelo.

Na Gramado Summit, por exemplo, unimos empreendedores de mercados clássicos com os grandes nomes da Nova Economia, para mostrar que o empreendedorismo sempre foi inovador, mesmo antes da era digital. Como o evento é de tecnologia e inovação, nossa grade de palestrantes conta com 75% de novos empreendedores que estão em evidência e 25% de empreendedores clássicos.

Notamos que muitos dos jovens se inspiram em grandes nomes do mercado digital. Mas, quem são as inspirações desses grandes nomes? Quando paramos para pensar nisso, é natural que olhemos para os mercados clássicos. Lá, tanto quanto na tecnologia, a reinvenção é fundamental para que essas empresas continuem a existir e se expandir.
Unir o digital com o tradicional é um dos grandes marcos da Cultura de Convergência.

Para os empreendedores clássicos, é a oportunidade de mostrar que inovação sempre esteve presente na criação e no desenvolvimento de ferramentas e produtos que já existiam muito antes do digital. Tudo isso em uma época que, provavelmente, era muito mais difícil. Por outro lado, para os novos empreendedores, é a chance de mostrar um novo modo de fazer as coisas. Mais simples, dinâmico e com possibilidades gigantescas de expansão e transformação.

Com base em minha experiência, vejo que os eventos de empreendedorismo digital têm foco total nas empresas tecnológicas, e eventos tradicionais gastam esforços para mostrar que os mercados clássicos talvez não precisem se render ao digital. Acredito na união dos dois mundos, pois o empreendedorismo se faz em todos os mercados. Por mais que muitas vezes não nos demos conta, nem toda startup é digital, por exemplo. Existem muitos casos de inovação fora do universo de smartphones e notebooks.

Daí a importância da produção e curadoria para eventos que unam essas duas frentes: aquilo que nomeamos como disruptivo e o que chamamos de clássico. Afinal de contas, uma empresa pode ter 50 anos, não ter no digital sua prioridade, e ainda assim ter uma mente de startup.

Por fim, destaco que muito antes de vir a tecnologia, é preciso uma mente empreendedora. Enquanto o empreendedorismo muda o mundo, a tecnologia serve como instrumento desta mudança.

  • Marcus Rossi é CEO & Co-Fundador na Gramado Summit, maior encontro de empreendedores digitais do Sul do país. Seu objetivo é evidenciar as mais inovadoras startups para investidores interessados em como essa inovação pode impactar negócios e vidas.
Empreendedores tradicionais e startups: receita de sucesso
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