Empresário prevê dobrar faturamento graças à VR

Quase oito bilhões de dólares ($ 7,9 bilhões): esse é o valor em que o mercado global da tecnologia de Realidade Virtual (VR) foi avaliado em 2018. Se tal quantia já é gigantesca, poderá se tornar ainda muito maior diante das projeções para daqui a alguns anos. Segundo dados publicados na Vxchnge (https://www.vxchnge.com/blog/virtual-reality-statistics), esse mercado ainda deve crescer $ 44,7 bilhões até o ano de 2024, como prova de que a tecnologia VR veio para ficar e se expandir, cada vez mais, revolucionando grande parte das atividades humanas.

Conhecida como uma inovação tecnológica imersiva, ou seja, que insere o usuário dentro de um ambiente totalmente virtual, por meio de recursos em 3D ou imagens e vídeos em 360 graus, ela já está presente em várias e divergentes áreas como publicidade, treinamento, educação, medicina, entre outras, sendo considerada um dos pilares da chamada Indústria 4.0, que está exigindo de muitas empresas a se abrirem, cada vez mais, para este recurso.

Com base na expansão da VR e de suas projeções de crescimento, o empresário Fabio Costa, CEO da Agência Casa Mais, uma das empresas pioneiras em Realidade Virtual no Brasil, aposta alavancar o faturamento econômico de sua empresa, mesmo num cenário econômico brasileiro, praticamente, estagnado. “No ano passado, apesar da crise econômica, tivemos um faturamento superior a 250%, atingindo um valor bruto anual de mais de 1 milhão de reais”, afirma o CEO.

Isso porque, de acordo com Costa, embora a economia do Brasil não esteja favorável, no momento, ao ambiente corporativo, ele atua com uma tecnologia que está revolucionando o mercado global e já faz parte de vários segmentos em nosso país. “Na Agência Casa Mais atendemos uma série de demandas de pequenas a grandes organizações envolvendo a tecnologia da Realidade Virtual. Uma delas é o chamado treinamento corporativo”. De acordo com o empreendedor, tal treinamento capacita funcionários de empresas por meio da tecnologia, dispensando gastos com materiais como apostilas, deslocamento de funcionários, entre outros recursos; pois tudo é feito de uma forma muito mais simples e prática, que consiste na produção de um vídeo em 360 graus mostrando o dia a dia do colaborador e as suas tarefas a serem praticadas de forma eficaz, por meio do uso dos óculos de realidade virtual.

Outro pilar da Agência, segundo Costa, é a aplicação da VR em publicidade para grandes marcas nacionais e internacionais. “Como diz o velho e conhecido ditado ‘A propaganda é a alma do negócio’ e, por mais que uma empresa ofereça serviços ou produtos qualificados, somente conseguirá atingir um grande público por meio da divulgação. Assim, quanto mais próximo ele estiver daquilo que é oferecido pela marca melhor, portanto, nada mais apropriado do que oferecer uma experiência inovadora e imersiva que permita essa aproximação”, afirma o empreendedor.

Outro fator positivo apontado por Costa em relação ao mercado de realidade virtual, que também poderá favorecer o crescimento de sua empresa, é a acessibilidade da tecnologia. “A VR, como a conhecemos hoje, surgiu há décadas e um dos entraves, no início, para a sua popularização, foram os custos para a produção de conteúdo e aquisição de equipamentos. Hoje, no entanto, a situação já é bem diferente, pois a tecnologia vem sendo aplicada em diversas empresas, gerando, inclusive, uma competitividade benéfica, que pode ter auxiliado na redução do preço dos óculos de Realidade Virtual”. De acordo com Costa, hoje, já é possível encontrar no mercado vários modelos óculos de VR oriundos da China, por exemplo, pelo preço de 30 reais.

Essa acessibilidade, aliada à expansão da tecnologia no mercado e ao quanto ela está sendo visada pelo mundo corporativo, justifica a expectativa de Costa para dobrar seu faturamento, ainda neste ano de 2019, segundo afirma o próprio CEO.

Dessa forma, ele também consegue se dedicar a projetos sociais como o Alegria Virtual, que consiste em levar óculos de realidade virtual para crianças com câncer, com o objetivo de ajudá-las em seu tratamento. “Por meio de uma experiência imersiva, os pequenos podem saltar de paraquedas, ver animais de perto, andar numa montanha russa e assim esquecerem, por um momento, a rotina de exames e de tratamento a qual enfrentam”, diz Costa. Para ele não há preço que pague usar a tecnologia para algo tão benéfico e valioso.

Essas e outras atividades são exemplos de como a tecnologia de realidade virtual veio para ficar e revolucionar a forma como nós, seres humanos, executamos diversas atividades. Mas não se trata de uma substituição do homem pela máquina, como muito se apregoa desde o surgimento das primeiras tecnologias, mas de uma aliada que será, cada vez, mais fundamental para a evolução da humanidade.

Mariana da Cruz Mascarenhas

Published 3 months ago