Líder nacional no mercado online de hospedagem, o Hurb registrou o melhor ano da sua história em 2017, com crescimento de 70% frente ao ano anterior

Em agosto de 2015, os fundos de venture capital, que controlavam 60% do Hurb – naquela época apenas Hotel Urbano, decidiram afastar os irmãos João Ricardo e Jose Eduardo Mendes, fundadores da startup, do dia-a-dia do negócio. Sem a liderança e o comando dos irmãos, muitos profissionais deixaram o Hurb em questão de meses, levando os números da agência online ladeira abaixo. Depois de exatos 296 dias afastados do controle da empresa – contados um a um por João Ricardo Mendes, os irmãos retomaram o controle da maior agência de viagens online do Brasil, em 2016.

Líder nacional no mercado online de hospedagem, o Hurb registrou o melhor ano da sua história em 2017, com crescimento de 70% frente ao ano anterior, superando ainda o faturamento de todo o ano de 2016 em menos de oito meses. Algo extremamente raro entre as empresas ponto.com brasileiras.

"Nos últimos 12 meses nós chegamos a rentabilidade pelo caminho do crescimento ao invés do encolhimento, pelo caminho da execução e não somente da estratégia e principalmente pelo caminho do foco total em pessoas. Nossa eficiência é exponencialmente maior do que em qualquer momento da história da empresa", afirma João Mendes.

Mas os novos tempos não são de comemoração. Pelo contrário. São de foco no futuro e na execução de serviços cada vez mais inovadores, de qualidade, tendo em mente a máxima que norteia o trabalho da dupla: o cliente e suas experiências de viagem.

“Muitas empresas de tecnologia personalizam a experiência do cliente. A Netflix recomenda o que você deve assistir. A Amazon prevê o que você vai comprar. O Instagram e o Facebook conectam você aos seus amigos e interesses. Nosso propósito é outro: usamos a tecnologia para ajudar as pessoas a gastar mais tempo com o que realmente importa”, revela João.

Ao longo dos últimos anos, o HURB fomentou novos destinos, colocou milhares de pequenos hoteleiros no radar de quem viaja, gerando milhares de empregos. Usando tecnologia, o Hurb pôde mostrar a milhões de pessoas que sair da rotina é possível — e desejável. Segundo José Eduardo Mendes:

“Viajar inspira e transforma as pessoas. Construímos uma das maiores comunidades no Facebook do mundo, com mais fãs que o Dalai Lama, a Samsung, a Oprah Winfrey e o Disney Channel”.

Aliás, o Hurb é referência quando o assunto é redes sociais. A agência online de viagens possui a maior página no segmento de turismo em todo o mundo dentro do Facebook, com mais de 12 milhões de seguidores. Além de ter se consolidado como a marca brasileira mais engajada no Facebook, de acordo com estudo da Socialbakers, empresa internacional especializada na análise das redes sociais. Por mês, o HURB alcança mais de 100 milhões de pessoas de forma orgânica dentro do Facebook, a maior rede social do mundo, com 2 bilhões de usuários.
E por falar em mudanças e inovação, sete anos depois da fundação do Hotel Urbano, agora Hurb, os irmãos decidiram mudar a marca, com a promessa de ser " mais dinâmica, leve, internacional, pessoal, ágil, única, simples”. “Mantivemos nossa essência e deixamos no nosso nome só o que importa. É por tudo isso que o Hotel Urbano agora é Hurb”, revela José Eduardo.

Leia abaixo, na íntegra, a carta escrita pelos irmãos para os funcionários, um ano após o retorno a operação da agência online:

O peixe, a formiga e 365 Dias de HU:

Faz um ano, desembarcamos no HU após um tempo fora do dia a dia da empresa, levei 296 dias pensando "como seria", e agora tenho 1 para contar "como foi".

Em 2016, o Yahoo foi vendido para a Verizon por US$ 5 bilhões, no que a Forbes chamou de “a transação mais triste da história da tecnologia”.

A diferença entre sucesso e fracasso pode ser subjetiva, e é algo que perturba um empreendedor todos os dias.

Montamos nossa primeira startup em 2001. Na época, o Yahoo era de longe a maior empresa de Internet e valia mais de US$ 125 bilhões. Me lembro do dia que um amigo me mostrou um novo motor de busca chamado Google pela primeira vez. Na época, todos diziam que o Google não daria certo porque estava entrando no mercado 'too late'. Havia inúmeros motores de busca — como Lycos, AskJeeves, Excite, AOL e AltaVista — que eram muito maiores, e o Yahoo dominava toda a indústria de busca da mesma forma que o Google faz hoje.

Em 1998, o Yahoo se recusou a comprar o Google por US$ 1 milhão. O Yahoo era o gigante; o Google, a formiga. Em 2002 o Yahoo tentou comprar o Google por US$3 bilhões quando percebeu o quão rapidamente o Google estava crescendo, mas desistiu quando o Google pediu US$ 5 bilhões. Hoje, o Google vale US$ 650 bilhões na Bolsa.

É insano ver como as coisas mudam. Se você perder uma oportunidade crítica, isso pode te custar para sempre.

Para mim, a moral da história está num provérbio tailandês: "Quando a maré está alta, os peixes comem as formigas. Quando a maré está baixa, as formigas comem os peixes."

Seja você uma pessoa, uma empresa ou um país, você raramente vai saber se está no seu pico — ou se desenvolveu apenas uma fração do seu potencial.

A mudança pode acontecer de forma gradual ao longo do tempo, ou pode acontecer instantaneamente, em dias. Por esta razão, a única chave para o sucesso a longo prazo é a aprendizagem contínua, crescimento e evolução. Como Darwin prova na teoria da evolução, as espécies com maior probabilidade de sobreviver são aquelas que se adaptam de forma mais eficiente para mudar. Não é o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive. São os que se adaptam e evoluem de forma mais eficiente.

Em 2011, criamos o Hotel Urbano (ou HU), nossa terceira startup, após tentarmos e falharmos duas vezes.

Ao longo dos últimos anos o HU fomentou novos destinos, colocou milhares de pequenos hoteleiros no radar de quem viaja e com isso gerou milhares de empregos. Usando tecnologia, mostramos a milhões de pessoas que sair da rotina é possível — e desejável. Viajar inspira e transforma as pessoas. Construímos uma das maiores comunidades no Facebook do mundo, com mais fãs que o Dalai Lama, a Samsung, a Oprah Winfrey e o Disney Channel.

Quando tudo ia bem, tropeçamos. Num evento totalmente inesperado, em novembro de 2015 perdemos o controle de nossa própria empresa, e saímos do dia-a-dia da operação. Tínhamos um sonho (que parecia impossível) de voltar ao controle, e as pessoas riam quando falávamos isso. Só nos restava rir de volta, para não acharem que éramos malucos. Contemplar um futuro sem o HU dava um vazio enorme.

Após quase 1 ano fora da operação, em Setembro de 2016, o que parecia maluquice se tornou possível. Vontade e perseverança, acredito, viram realidade.

É raro, muito raro, a vida dar uma segunda chance, e somos muito gratos por esta.

Em 2015, participei de um painel em Las Vegas com empreendedores que tinham concorrentes estabelecidos quando surgiram. O mediador perguntou para cada um dos painelistas, qual era seu diferencial. Um respondeu que foi ser mais agressivo, outro de que sua tecnologia era melhor, outro que inovou num mercado já consolidado. O que eu fiz de diferente na vida, mesmo antes de fundar o Hotel Urbano, foi não desistir.

Foi essa minha resposta: “I never gave up”. Na minha breve trajetória, aprendi que se eu aceitar a realidade, ao invés de desejar que ela não exista, e se eu aprender a trabalhar com ela, ao invés de combatê-la, é mais fácil chegar nos meus objetivos. Pode demorar, mas acontece.

Nos últimos 12 meses nós chegamos a rentabilidade pelo caminho do crescimento ao invés do encolhimento, pelo caminho da execução e não somente da estratégia e principalmente pelo caminho do foco em pessoas e não em processos.

A vida é um jogo de superação de obstáculos, e você fica melhor no jogo através da prática. Só não se esqueça que um dia você é peixe, no outro formiga.

Obrigado a todos os fánaticos HU que constroem diariamente esse sonho com a gente.

Always Day 1!