Future Summit debate inovação no setor de food techs

2 months ago

Por Ana Cláudia Ulhôa

Adriana Lotaif usa sua experiência à frente da Pipó e Flow Foods para orientar estudantes

Uma paixão de infância que deu origem a um negócio inovador no Brasil. As histórias da Pipó e Flow Foods serão temas de uma das palestras que irão compor o Future Summit 2019, evento organizado pelo Polinize em parceria com a ESPM, que ocorrerá no dia 07 de novembro, a partir das 9h, no campus Álvaro Alvim da ESPM, em São Paulo. A founding partner das empresas, Adriana Lotaif, contará um pouco de sua trajetória para mostrar como é possível desenvolver novas propostas de negócios dentro do mercado de foodtechs.

Formada em publicidade e especializada em marketing de luxo, Adriana passou grande parte de sua carreira atuando em companhias de telecom e moda. Até que uma oportunidade lhe despertou a vontade de seguir novos rumos.

“Uma das empresas em que trabalhei decidiu criar uma marca dentro do grupo. Durante esse processo, eu tive muita liberdade para desenvolver todo o DNA do projeto e acabei descobrindo em mim uma veia empreendedora”, conta.

Adriana Lotaif passou a sentir o que chamou de “coceira empreendedora”. Sempre que podia gastava seu tempo pensando em novos modelos de negócios que pudessem ser explorados por ela. Quando começou a refletir não só sobre suas expertises, mas também sobre suas grandes paixões, a empresária teve um insight: “Pipoca”! Era isso que ela realmente amava e gostaria de levar para a sua vida.

“Eu sou apaixonada por pipoca, eu tenho uma relação nostálgica com ela. Desde pequenininha eu como muita pipoca, eu chegava a substituir refeições por ela. Eu sentava com meu pai para ver filme com pipoca, nas viagens ela sempre era protagonista e minha avó jogava algumas porções na sopa como opção de croutons. A gente brincava com a pipoca de todos os jeitos”, lembra.

Diante dessa recordação, Adriana não teve dúvidas. A empresária decidiu criar uma marca gourmet do alimento. Porém, antes de colocar a ideia em prática, era necessário fazer uma pesquisa de mercado para avaliar se sua proposta era realmente viável. Foi quando ela descobriu que não existia nenhum tipo de produto semelhante ao seu no país. “Somos a segunda nação que mais consome pipoca no mundo, mas na época não havia produtos com essa proposta nas gôndolas”, afirma.

Para dar vida ao seu projeto, Adriana Lotaif investiu em máquinas importadas, uma cozinha industrial e consultorias de profissionais de diversas áreas. Então, no ano de 2012, nasceu a Pipó, uma marca de pipoca que oferecia sabores sofisticados, como caramelo com coco e noz pecan, e vinham em latas decoradas que eram comercializadas em pontos de vendas próprios e de terceiros.

Após cinco anos à frente do seu negócio, Adriana ainda não estava satisfeita. A “coceira empreendedora” voltou a lhe incomodar. Agora, ela buscava algo que pudesse trazer um impacto positivo para o mundo. Observando o surgimento de um nicho que buscava por produtos sustentáveis e com alto teor nutritivo, a empresária decidiu desenvolver uma marca de snacks superfoods chamada Flow Foods.

Segundo Adriana Lotaif, a demanda por esse tipo de produto tem crescido cada dia mais em todo o mundo, o que o torna uma ótima opção para quem deseja investir no setor de foodtechs. “O crescimento do consumidor vegano, vegetariano ou apenas do consumidor consciente tem sido muito rápido e intenso. Hoje, as pessoas querem entender o que estão consumindo e vão atrás dos ingredientes, das informações nutricionais, do produtor do alimento, e tudo isso está circulando e em evidência”.

Para os estudantes que possuem interesse na área e pretendem comparecer à ESPM para conferir a palestra da founding partner da Pipó e da Flow Foods, Adriana ainda dá mais uma dica. “Quem deseja inovar deve primeiro olhar para dentro de si e descobrir o que o move. Depois disso, pesquise muito. Leia, viaje sempre que possível, acesse a internet. As redes sociais são um canal maravilhoso para conhecer coisas novas. Também converse com amigos, colegas e até concorrentes, porque a troca é algo sempre muito rico”, conclui.

Polinize

Published 2 months ago