You've successfully subscribed to Polinize
Great! Next, complete checkout for full access to Polinize
Welcome back! You've successfully signed in
Success! Your account is fully activated, you now have access to all content.

A importância de uma boa estratégia de marketing em momentos de crise

* Por Sérgio Lima


Eu costumo dizer que períodos de crise, em geral, trazem grandes aprendizados. E dessa vez, não está sendo diferente, visto que as grandes empresas vêm buscando formas de se adaptar a crise global causada pela pandemia do Coronavírus. Analisando o mercado, entendo que essa adaptação tem lugar em uma questão central: o momento crítico veio para escancarar novas formas de se comunicar e o marketing é, sem dúvida, uma ferramenta essencial para isso!

Muitos comércios e serviços físicos estão de portas fechadas e tiveram que recorrer ao omnichannel como a um bote salva-vidas em meio a uma tempestade. Só que, ao transformar o seu negócio em uma iniciativa multicanal, é preciso ficar atento com um aspecto dessa mudança, sua comunicação. Ela está alinhada com essa nova estratégia?

Pensar nisso é essencial, afinal o cliente precisa reconhecer seu DNA independente do canal de atuação. Neste contexto, um trabalho estratégico de marketing faz toda diferença. Dentro dessa perspectiva, entretanto, muitos empresários se questionam: é possível manter o engajamento da minha marca nas mais diversas frentes com um plano estratégico de marketing? E eu digo, sim, é possível!

Para explicar essa lógica, trago aqui o case da Nike. Assim que a crise estourou no início do ano na China, a multinacional encerrou, temporariamente, suas atividades de forma offline para evitar aglomerações e proteger funcionários e clientes de risco de contágio. Então, para engajar os seus consumidores na migração para as plataformas digitais, a marca realizou uma ação de marketing, acionando sua rede de treinadores parceiros para estimular as pessoas a se manterem ativas e para que realizassem exercícios mesmo dentro de casa.

O resultado da iniciativa foi um aumento de 80% de procura de atividades físicas no aplicativo Nike Trainning, o que logo em seguida, se traduziu também para um aumento de uso das plataformas de e-commerce da companhia o que ocasionou um crescimento de vendas online em 30%. Recapitulando então: a empresa teve empatia ao identificar antecipadamente a necessidade e dor de seus clientes, graças a um plano estratégico de comunicação, e ofereceu uma solução para esse problema. A ação gerou valor para os usuários e fez com que esses lembrassem da marca quando precisavam comprar algo no ambiente digital.  Se a companhia não tivesse criado iniciativas para comunicar de forma tão eficiente, talvez a transição não funcionasse de forma tão natural.

Além de enxergar suas necessidades e fornecer soluções para novas dores, é preciso realizar campanhas que falem com esse consumidor de forma efetiva. É importante, por exemplo analisar qual plataforma seria mais eficiente para atingi-lo, qual é a linguagem que se conectaria mais com ele em cada uma das plataformas que o consumidor acessa.

Em suma, a empatia ajuda a enxergar dores do consumidor e adaptar o produto a elas. Já o investimento em comunicação multicanal é o caminho para garantir que o usuário fique a par das mudanças e que ele saiba como acessá-las não importa qual seja a plataforma que ele deseje usar para isso. Ter essas duas regras em mente pode ser a chave para manter uma marca forte nesse momento de crise. Pense nisso!

* Sérgio Lima é CEO da S8Wow, uma das principais agências de comunicação com soluções omnichannel do país.