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Instituto Ayrton Senna leva programação para escolas públicas

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Atualmente, a instituição oferece o projeto Letramento em Programação em municípios de São Paulo e do Rio Grande do Sul

A educação é uma área de atuação que atrai instituições de todos os modelos, sejam grandes empresas, startups ou Organizações Não-Governamentais (ONGs). No terceiro setor, uma entidade que se destaca pelo compromisso com essa causa é o Instituto Ayrton Senna, que desde 1994 acredita que a educação é o que pode mudar o mundo.

Pensando na educação do século XXI, o Instituto tem uma iniciativa chamada Letramento em Programação, que tem o objetivo de levar o ensino em programação computacional para escolas da rede pública que trabalham com o Ensino Fundamental I e II. No momento, o projeto está presente em escolas de 10 municípios, três em São Paulo e sete no Rio Grande do Sul.

Educação e programação

Para Adelmo Eloy, coordenador de projetos do Instituto Ayrton Senna, a maior bandeira da organização sempre foi promover a educação integral, que busca desenvolver tanto as competências cognitivas quanto as competências socioemocionais. Ele conta que a programação de computadores é uma estratégia de engajamento e desenvolvimento. “A gente sabe que o aluno não precisa aprender a mexer no celular ou no computador, mas sim conhecer todas as possibilidades que essas ferramentas oferecem para ele”, afirma Eloy.

Se trabalhado da maneira adequada, o conteúdo de programação levado para a sala de aula pode ajudar os alunos a desenvolverem competências relacionadas à colaboração, criatividade e capacidade de resolver problemas, além de desenvolver as habilidades necessárias para disciplinas como matemática, língua portuguesa e outras. “O programa Letramento em Programação entende que a linguagem computacional é estratégia para o desenvolvimento de competências para o século XXI, assim como a linguagem matemática, científica e outras que aprendemos na escola”, diz Eloy.

Como funciona na prática

Para que esse conteúdo chegue até as escolas, o Instituto Ayrton Senna faz parcerias com as Secretarias de Educação de diferentes municípios. “A gente desenha, junto à rede de ensino, uma estratégia para a capacitação dos professores. No caso do Letramento em Programação, o foco hoje são os professores do 4˚ ao 9˚ ano”, explica Eloy.

O trabalho envolve construção de jogos, aplicativos e outros objetos digitais. Segundo Eloy, os alunos vão evoluindo com o projeto e aprendem novas ferramentas e possibilidades, o que leva ao empoderamento desses jovens. O objetivo é que não só os alunos aprendam, mas também que os professores consigam enxergar as novas possibilidades educacionais que essas tecnologias trazem. “Não estamos formando programadores, a gente quer que a programação seja uma ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento de competências”, afirma.

Modelo financeiro

O fato do Instituto Ayrton Senna ser uma organização consolidada há mais de duas décadas abre portas na hora de oferecer esse tipo de projeto para as Secretarias de Educação. Diferente do que acontece com startups do setor, que muitas vezes encontram barreiras para fechar parcerias com o poder público.

Segundo o coordenador de projetos, o terceiro setor possibilita parcerias sem a necessidade de aporte de dinheiro público. “O modelo de negócios adotado pelo Instituto é mantido com base na doação da iniciativa privada, que financia nossas iniciativas”, afirma Eloy. “Não vendemos um produto para as secretarias”, explica.

A relação com as startups

Apesar das diferenças existentes nos modelos de negócios, o Instituto está aberto para dialogar com as startups do setor. “A ideia não é a gente criar torcidas rivais e falar as ONGs fazem uma coisa e as startups outra”, diz Eloy, que considera positiva a onda de empreendedorismo das startups de tecnologia que querem mudar a educação. “A cada semana a gente conhece uma startup nova. Não dá para ignorar esse movimento e não dá para achar que a gente é quem tem a bala de prata, realmente tem muita coisa legal surgindo e há caminhos para que os dois grupos atuem em conjunto”, afirma o coordenador.

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