Inteligência artificial contra incêndios vence hackathon do Porto de Santos

a month ago

Por: Maria Emília Farto

 

Resumo:

- Em ação inédita, maratona de 30 horas reuniu 48 mentores representantes de todas as áreas do universo portuário:  autoridades, agências reguladoras e fiscalizadoras, representantes de terminais e recintos alfandegados, especialistas em negócios, tecnologia, educação e documentação, que se juntaram a 60 competidores pela transformação digital do cais santista

- A participação feminina na competição foi de 18,3%, muito acima da média que costuma ser de 5% em hackathons

- Todos as soluções apresentadas serão avaliados para possíveis implementações

- Abtra anunciou projeto em parceria com Instituto Amigu, que vai beneficiar 60 crianças e adolescentes de baixa renda e situações de vulnerabilidade com educação tecnológica

Um sistema de inteligência artificial capaz de identificar a imagem de um incêndio, rastrear sua localização, identificar planos de emergência em uma base de dados e acionar os devidos contatos, como gestores e autoridades num curto espaço de tempo, foi a vencedora do Porto Hack Santos, maratona tecnológica que aconteceu entre os dias 6 e 8 de dezembro, com o objetivo encontrar soluções para melhorias do cais santista.

A equipe vice-campeã apresentou um sistema baseado em inteligência artificial e blockchain, projetado para prever acontecimentos a partir de dados históricos. Seu objetivo é oferecer informações para evitar sinistros e também antecipar o desenvolvimento de novos planos de emergência para situações ainda não previstas.

Foram 30 horas ininterruptas de maratona, realizada em um hotel em Santos, com 60 participantes, divididos em dez times que concorreram ao primeiro e segundo lugares. Os vencedores receberam R$ 60 mil e os vice-campeões levaram R$ 12 mil, o maior valor em dinheiro já pago por um hackathon no Brasil.

Os times podiam escolher um entre dois desafios apresentados ou ambos. O primeiro era uma solução para otimizar a gestão de emergências, com o objetivo de mitigar seus impactos. E o segundo, um sistema para agilizar a análise dos documentos exigidos por órgãos governamentais.

Mulheres em ação -  Promovido como parte das comemorações dos 30 anos da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados - Abtra, e organizado pela Zero Treze Innovation Space, o Porto Hack Santos recebeu  637  inscritos de vários lugares do Brasil.

Um dos destaques foi a participação feminina muito acima da média nesse tipo de evento, que costuma ser de 5%.  Do total de inscritos, 21% (134) eram mulheres e entre competidores elas eram 18,3% (11).

A seleção de participantes buscou profissionais de seis áreas: especialistas no setor portuário, em marketing,  design, desenvolvedor front end UX/UI, desenvolvedor backend e em blockchain, inteligência artificial ou IoT (internet das coisas).

Um hackathon inovador - O Porto Hack Santos também inovou com três ações: levou os competidores  para conhecer de perto o objeto de seus desafios, com um tour no canal de navegação santista;  proporcionou ampla  abrangência de mentoria; e ainda teve um projeto social vinculado a sua realização.

Aos competidores se juntaram 48 mentores de todas as áreas do universo portuário: autoridades, agências reguladoras e fiscalizadoras, representantes de terminais e recintos alfandegados  especialistas em negócios, tecnologia, educação e documentação,   para viver a melhor experiência de transformação digital do Porto de Santos.

Considerados de alto nível tecnológico e usabilidade, todas as soluções criadas e apresentados no hackathon passarão por análise de viabilidade para implementação.

Um porto para o futuro - Como parte das ações do hackathon, a Abtra em parceria com o Instituto Amigu lançou o projeto "Um porto para o futuro". A ação vai selecionar 60 estudantes, entre 10 e 18 anos, filhos de trabalhadores de baixa renda de empresas associadas à Abtra, para uma imersão em educação tecnológica durante seis meses.

O objetivo é melhorar a perspectiva de futuro dos participantes, proporcionando a eles empregabilidade na indústria 4.0.

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