John não é um personagem de videogame comum. Ao contrário da maioria dos jogos com mortos-vivos, em que eles são caçados pelos humanos comuns, desta vez ele é protagonista. O jogador que assume o controle no jogo “John, the Zombie” tem um olhar diferente: desta vez ele é o zumbi, e não mais o “caçador”, e precisa correr atrás de alimentos. Ou seja: correr atrás de cérebros.

O jogo, desenvolvido por produtores brasileiros, foi lançado com apoio da Game Nacional, startup pioneira lançada no final de 2016, em São Lourenço (MG). O trabalho da startup é oferecer apoio aos produtores brasileiros no desenvolvimento de jogos, dando suporte desde a venda de cotas nos projetos, desde o estágio de desenvolvimento e até mesmo depois da finalização.

Lançado inicialmente para PC, “John, The Zombie” foi criado por uma equipe de apenas duas pessoas, os desenvolvedores Cláudio Lima Reis e Pedro Guilherme Ramos. Eles trabalham, agora, para lançar versões para Xbox e Playstation 4. O fundador da Game Nacional, Adriano Reis, explica que projetos como esse enfrentam muitas dificuldades, especialmente de financiamento.

“A empresa surgiu de uma necessidade que percebi, pois faltava ajuda aos jovens talentos. Apoiamos da forma que é possível, em sua maioria com investimentos próprios. O mercado tem potencial, pretendemos crescer a cada ano e alavancar o mercado nacional de desenvolvimento de games”, afirma.

Neste momento, a equipe da Game Nacional trabalha para ajudar o desenvolvimento de mais dois jogos: “Dark Elf Chaos” e “Adalbert”. Os projetos foram apresentados durante a última edição da Brasil Game Show, evento que também foi palco para o lançamento oficial de “John, the Zombie”.

O trabalho da startup começa com uma seleção de games com potencial. Os projetos são, então, apresentados a investidores e veículos de mídia. Os desenvolvedores recebem, ainda, orientações em questões como distribuição, sonoplastia e suporte no relacionamento com a emprensa.

“Temos de ter muita força de vontade. Desde o início teve muita gente dizendo que daria certo, mas mesmo assim decidi montar a startup. Não posso garantir que deu certo, mas estamos no caminho, estamos trabalhando duro para isso”, conclui Adriano Reis.