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Leitura online sobre telemedicina aumentou 13% no Brasil durante a pandemia, aponta pesquisa

Leitura online sobre telemedicina aumentou 13% no Brasil durante a pandemia, aponta pesquisa

A pandemia do COVID-19 fez com que consultas médicas virtuais se tornassem mais comuns do que antes, e essa tendência também aparece no consumo de conteúdo online. De acordo com a rede da Taboola, o Brasil registrou um aumento de 13% de pageviews em sites ou publicações relacionadas ao termo telemedicina nas últimas semanas.

Outros dados da plataforma líder em descoberta e recomendação de conteúdo revelam que não apenas o cuidado remoto despertou o interesse das pessoas, mas também a abordagem de telemedicina a partir de dispositivos acionados por comandos de voz.

Uma análise de mais de 742.000 pageviews de leitores interessados em assuntos de saúde revelou que o maior interesse paralelo é a tecnologia de voz, ou seja, dispositivos como a Alexa e Amazon Echo. De acordo com uma pesquisa do eMarketer, 65% dos usuários da internet nos EUA perguntaram a Alexa sobre uma doença ou condição de saúde.

Para o CEO da Taboola, Adam Singolda, as startups de saúde que derem o primeiro passo em direção aos serviços de saúde automatizados por voz irão explorar um cenário muito menos saturado e de rápido crescimento no setor.

“Antes do COVID-19, demoraríamos muitos anos para chegar ao ponto de perguntar para Alexa sobre um diagnóstico ou utilizar jogos de videogame para melhorar a ansiedade”, analisou Singolda. “Mas com uma pandemia global que se tornou parte de nossas vidas nos últimos cinco meses, fomos forçados a mudar o nosso comportamento. E esse é só o começo”.

É tempo de se modernizar

Enquanto a telemedicina está crescendo em tempos de COVID-19, o setor de saúde não está imune à recessão econômica. A pandemia global reduziu as visitas de pacientes internados em quase um terço e diminuiu significativamente as receitas no atendimento privado.

No entanto, para o CEO da Taboola, o momento também pode ser visto como uma oportunidade para uma menor resistência do setor de saúde à medicina digital e ao e-commerce de assistência médica.

Para o CEO, esse momento trará algumas mudanças significativas nas áreas da saúde e tecnologia. “As recessões trouxeram alguns dos negócios mais importantes da história⁠, justamente pela necessidade de adaptação e transformação”, afirmou Singolda.

O futuro é agora?

Para Singolda, a “Health Nation” dos Jetsons pode estar muito mais perto do que pensamos - e COVID-19 é o catalisador. “Este desenho icônico pintou um quadro da telemedicina evitando que uma criança bagunceira faltasse à escola, mas o futuro que ele retrata ficou muito mais próximo à medida que a sociedade luta para viver em meio a uma pandemia global”, disse.

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