Por Celso Vergeiro

Assistir à TV, há algumas décadas, era o evento da família. Todos se reuniam na sala para ver a novela ou um noticiário, com as atenções concentradas 100% na tela. O tempo passou e hoje, a atenção do televisor agora também é dividida com os smartphones e tablets. Então vem a pergunta: qual será o futuro da televisão?

Com o avanço da internet muitas coisas mudaram. A relação dos consumidores com as marcas, a interatividade e os novos formatos de veiculação são algumas dessas mudanças. Em meio a tantas transformações, vemos um crescente consumo de conteúdo sob demanda. Segundo dados da pesquisa Geek Power, realizada em 2017, 97% do público afirmava usar algum serviço de streaming de vídeo. Isso nos aproxima do que o futuro nos reserva: uma programação flexível, com qualidade e exclusividade.

A TV do futuro oferecerá uma experiência única, com sua programação baseada em preferências que vão além da posse do controle remoto. A busca por conteúdo ganhou força nos últimos anos. Os telespectadores querem mais relevância e qualidade no que consomem. Teremos em breve uma programação mais personalizada, reunindo tudo o que esperamos consumir.

Segundo uma pesquisa do Youtube, o brasileiro passa 4h30min por dia colado na tela, e desse tempo, 1h47min ele divide entre o videogame e os vídeos on demand, o que tem motivado uma mudança no que é oferecido nos meios de comunicação. O que o consumidor de hoje espera é que a TV seja mais do que mais uma tela. Ele ainda gosta dos conteúdos tradicionais como esportes e telejornais, mas desaprovam as limitações que a TV aberta e à cabo impõe no consumo de conteúdos.

A televisão do futuro disponibilizará acesso ao que o consumidor quiser, de um jeito personalizado, interativo e adaptável. A junção do melhor da TV com o melhor da internet e as marcas, só têm a ganhar com todas essas mudanças. Para os anunciantes, uma TV mais personalizada garante o melhor alcance, já que usarão a personalização para impactar a audiência, podendo falar individualmente com o público e veicular um anúncio adaptado ao que ele estiver assistindo. Além disso, a tecnologia possibilita métricas mais precisas, o que corrobora na mensuração de resultados de forma mais qualificada.

Não tínhamos conhecimento de como a TV se relacionaria com a internet. Agora, podemos imaginar como o futuro poderá ser promissor para todos. Não sabemos o que assistiremos daqui há alguns anos, mas tenho certeza que será exatamente aquilo que quisermos.

Celso Vergeiro é CEO da AdStream, maior plataforma de armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário do mundo