Existe uma receita capaz de mitigar o risco do desemprego, além de diminuir o período entre uma demissão e um novo trabalho. O nome dela é a empregabilidade.

Empregabilidade é a capacidade do profissional de atender as demandas de um segmento com um conjunto de habilidades à frente dos concorrentes. É o valor próprio que determinado profissional consegue imprimir no mercado de trabalho.

Quem tem um bom grau de empregabilidade dificilmente fica muito tempo desempregado, pois o mercado sempre vai demandar os melhores - mesmo nos momentos de crise.

Traduzindo em uma palavra, empregabilidade é capacitação.

Acontece que no mundo que vivemos hoje, a capacitação deixou de ser qualificação para se tornar aprimoramento constante e obrigatório, ou senão você acaba obsoleto engolido pelo mercado.

Faltam profissionais para trabalhar com tecnologia

As cinco maiores empresas em valor de mercado no mundo hoje - Apple, Amazon, Alphabet, Microsoft e Facebook - são empresas de tecnologia.

E elas demandam exércitos de mão-de-obra para movimentar lindamente suas linhas de código que geram bilhões.

Acontece que esta mão de obra, seja em times de produto, desenvolvimento ou marketing, está escassa a ponto de impactar até o surgimento de novas startups nos Estados Unidos.

E a disputa por pessoas capacitadas tende a se acirrar ainda mais nos próximos anos com as mudanças que serão impostas por novas fronteiras como a inteligência artificial, blockchain e a realidade aumentada.

Segundo um relatório do Institute for the Future (IFTF):

  • 85% dos empregos que existirão em 2030 ainda não existem
  • O ritmo da mudança será tão rápido que as pessoas aprenderão “na hora” usando tecnologias como realidade aumentada e realidade virtual
  • A capacidade de adquirir novos conhecimentos será mais valiosa do que o próprio conhecimento
  • Machine learning irá permitir encontrar os melhores profissionais para tarefas distintas.
  • O lado bom desta história é que qualquer pessoa pode começar uma carreira em tecnologia hoje independente de sua formação.

Com um bootcamp de um final de semana é possível aprender o básico para colocar um site no ar.

Indo além, sites como o Coursera, Udacity e o edX permitem que você se torne um cientista da computação sem sair de casa.

E as empresas não se importam se você aprendeu a programar sentado quatro anos numa cadeira de faculdade ou dentro no seu quarto - o que importa é que você seja bom.

Conheço a história de uma pessoa que é formada em música e hoje trabalha como desenvolvedor. Ele trabalhava remoto com equipes globais ganhando em dólar aqui no Brasil, mas se cansou, fez as malas e se mudou pro Canadá com emprego arrumado lá.

Ou seja, um cara 100% de humanas que migrou para os códigos e está se dando bem. E ele não é o único.

Portanto, se você quer estar sempre à frente dos concorrentes na corrida por um trabalho no mercado tech, foque em sua empregabilidade. E boa sorte!