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MBA60: Os caminhos da capacitação digital no ambiente corporativo

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Confira entrevista com o CEO do MBA60, plataforma que disponibiliza vídeos de um minuto sobre gestão, empreendedorismo e liderança

Por Naiara Araújo

A sigla MBA60 vem de Minuto Bem Aproveitado, explica Cláudio Bacal, CEO do MBA60. Há aproximadamente sete anos no mercado, a empresa começou produzindo vídeos de um minuto sobre gestão de empresas, empreendedorismo, liderança. “A ideia era usar o tempo ocioso de estúdio que tínhamos na produtora para fazer um vídeo calendário – um vídeo por dia, por um ano”, conta Bacal. O cenário mudou quando a empresa começou a atender as necessidades do mercado. Confira a entrevista a seguir.

Vocês entraram no mercado com o propósito de resolver qual “problema”?

Não havia, ainda, nenhuma pretensão de fazer negócio. Era para colocar em redes sociais, espalhar entre amigos. Um certo dia, uma agência de publicidade que tinha uma operadora de telefonia como cliente nos ligou e disse que estava fazendo um canal de relacionamento com PMEs [Pequenas e Médias Empresas] e que nosso conteúdo era o que estavam procurando. Perguntaram se licenciávamos os vídeo. Foi assim que descobrimos que tínhamos um negócio nas mãos.

Em seguida, procuramos investimentos e tivemos sucesso com dois grupos anjo – Harvard e IVP (ligado à Unicamp). Com esse dinheiro começamos a fazer novos formatos, sequências de vídeos de um minuto para assuntos mais complexos, cursos on-line, apostilas impressas, e-books com régua de relacionamento automatizada e podcasts. E aqui estamos.

Qual é o perfil dos clientes de vocês?

Temos clientes de conteúdos e clientes que pagam a conta. Nosso modelo de negócio tem duas vertentes. Grandes empresas nos pagam para produzirmos ou licenciarmos nossos conteúdos para seus canais de relacionamento com as PMEs. Temos também uma linha de conteúdos corporativos, mais ligados a carreira, que servem para as grandes empresas licenciarem para seus próprios colaboradores e colocarem em seus ambientes de EAD.

Ainda é um desafio trabalhar com capacitação digital ou o mercado já está pronto para esse tipo de serviço?

Capacitação digital ainda é um desafio gigantesco, especialmente na questão do engajamento. O mercado que realmente tem condição de pagar ainda está bastante preso a plataformas de LMS, muito engessadas. Fazem grandes investimentos nesse tipo de ferramenta e por isso perdem o timing de mercado – em que as ferramentas abertas, web based, nuvem, mobile, seriam muito mais eficientes e já conseguem rastrear perfeitamente o consumo dos conteúdo.

Por outro lado, os canais de relacionamento entre grandes empresas e PMEs é mais maleável em termos de ambientes e formatos. Mas atrair consumidores de conteúdos entre seus clientes ainda é um grande problema. Esse “custo de aquisição” dos gestores de PME ainda é muito alto. Essa é a grande pedra a ser removida do caminho.

Até agora, qual foi a grande conquista de vocês?

A grande conquista foi de entender que, no nosso modelo de negócio, não poderíamos brigar com o mercado. Por ser uma empresa de jornalistas, achávamos que poderíamos fazer reuniões de pauta e decidir o que nossos clientes consumiriam. Foi um custo alto de aprendizado mas uma grande conquista quando descobrimos que precisávamos perguntar aos públicos alvo o que eles queriam de conteúdos.

Na sua opinião, qual é a importância do uso da tecnologia na modernização da educação?

No quesito capacitação/educação, talvez seja a hora de olhar também para o que não vai mudar e não apenas para o que vai mudar (especialmente no que diz respeito às tecnologias). Um exemplo disso é a certeza de que a mobilidade será cada vez mais um fator essencial para a educação. Isso não vai mudar. E exigirá formatos que permitam a capacitação em movimento.

Até aí a tecnologia ajuda. Mas, se olharmos com cuidado, fica claro que ocorre um aumento gigantesco no consumo de áudios (principalmente no formato de podcasts) no mundo todo. E em termos tecnológicos isso não traz nenhum avanço significativo. Mas atende ao anseio de capacitação ligado à mobilidade.

Como o MBA60 enxerga que o ensino a distância deve avançar nos próximos anos?

Sentimos que é cada vez mais importante olhar para as entregas pela ótica de quem consome conteúdos. Em meio a um excesso de meios e informações, é ele quem vai definir as regras desse jogo. Outra tendência, na nossa visão, é que o consumidor do conteúdo em si vai estar disposto a pagar cada vez menos por mais conteúdo e de mais qualidade. A mágica desse mercado será conciliar os saberes que os trabalhos exigem com esse ímpeto do consumidor de conteúdo de ser cada vez mais independente e engajado ao que ele quer.

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