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Os desafios da governança de dados na transformação digital

Por Paulo Padrão, General Manager da ASG Technologies para a América Latina

Quando falamos de transformação digital, geralmente, o primeiro tema que surge é a inovação tecnológica trazida pela ascensão de novos dispositivos, sistemas e conceitos. A verdade, porém, é que todos os avanços que possibilitam a criação dessas novidades dependem diretamente de um ponto: os dados, que fornecem o conhecimento necessário para que os líderes e suas equipes encontrem as rotas de transformação que realmente trarão os bons resultados.

Nesse cenário, é evidente que a inteligência necessária para transformar esses dados em insights realmente valiosos também tem se transformado recorrentemente. Afinal, as empresas estão gerando um volume exponencial de informações e utilizando cada vez mais esses recursos em seus processos de tomada de decisões. Visibilidade, credibilidade e conformidade são, nesse contexto, itens fundamentais para o sucesso dessa jornada.

Dessa forma, não é exagero dizer que a inteligência de dados é a base da transformação digital - o que significa, portanto, que os líderes de TI estão diante de um desafio marcante. Além de apoiar as metas de negócios em termos de velocidade e agilidade, as equipes responsáveis pela área de tecnologia devem garantir que os dados sejam adequadamente protegidos, controlados e coerentes.

O outro lado da moeda, no entanto, é que o avanço das soluções móveis e a descentralização do controle de registros tem feito com que o gerenciamento de dados se torne uma atividade extremamente complexa. Isso porque, entre outras coisas, é preciso garantir três pontos: visibilidade, governança e conformidade para que as organizações possam extrair valor de seus ativos digitais sem preocupações.

Essa realidade faz com que os Chief Information Officers (CIOs) e os especialistas mudem suas prioridades. Pesquisas apontando os objetivos dos CIOs, divulgadas ao longo de 2019 pelo Gartner, uma das principais empresas de análise do setor corporativo do mundo, indicam que mais da metade das companhias já concluiu ao menos um projeto de digitalização e que, hoje, o principal foco está em encontrar formas de melhorar a capacidade analítica e prática desses processos, elevando o potencial a ser obtido pelas informações coletadas junto aos consumidores ou dentro das linhas de produção.

O estudo “CEO’s Survey 2019”, do Gartner, indica que as informações digitais estão sendo cada vez mais importantes para o desenvolvimento estratégico das operações, dando suporte específico às ações de aprimoramento de processos internos e de atendimento aos clientes. Do mesmo modo, também tem sido prioridade filtrar e consolidar os conteúdos para a definição de futuros planos de negócios, de forma a antever oportunidades e desafios do futuro.

Além disso, os profissionais e empresas estão à procura de soluções que os ajudem a evitar falhas ou problemas com o gerenciamento de dados para otimizar o uso desses ativos dentro de suas organizações. Esse é um ponto importante, pois, à medida que as companhias entendem a importância de se incluir a análise de registros como parte central de suas ações, mais importante se torna criar estruturas maduras e seguras para alavancar as reais oportunidades trazidas à tona pela digitalização dos dados.

Esse cenário deverá integrar ainda mais os executivos e os profissionais de TI em busca de soluções que os ajudem a alcançar o maior valor comercial dos dados, em abrir mão dos requisitos para atender às necessidades críticas de segurança, governança e conformidade. De fato, a não-conformidade é uma das principais preocupações atuais das companhias, sobretudo com o surgimento das novas regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que entrará em vigor em agosto deste ano no Brasil e alterará por completo as responsabilidades das organizações em relação aos processos de coleta, manejo e armazenamento de informações dos clientes.

Impulsionada por essas novas leis, as empresas devem procurar formas de aprimorar o gerenciamento e a análise inteligente de conteúdos digitais. Estima-se que 65% das companhias, por exemplo, não possuem sequer visibilidade completa de sua cadeia de registros. Sem a visibilidade e entendimento sobre seus dados, as organizações não podem ser eficazes na execução de suas estratégias de proteção e uso do ambiente digital.

Por isso, a tendência é que as empresas invistam cada vez mais em soluções para derrubar barreiras e silos que, hoje, atrapalham a centralização e o gerenciamento efetivo de dados. Muitas organizações ainda precisam implementar essa prática de gerenciamento de informações para preencher a lacuna entre usuários técnicos e de negócios - especialmente aquelas que não são nativas digitais.

Os profissionais de tecnologia estão mudando e, com eles, as jornadas de transformação digital corporativa também serão alteradas. O sucesso das organizações e desses especialistas depende, no entanto, de uma mudança de postura que não veja a Era Digital como um cenário de evolução puramente baseada em novos dispositivos. O conhecimento gerado pelas informações e registros coletados é que são os verdadeiros ativos de negócios dos novos tempos, permitindo o lançamento de produtos e serviços que transformarão efetivamente a sociedade. O mercado está repleto de inovação e é preciso adotar iniciativas que, de fato, contribuam para a visibilidade e a governança dos dados, para se extrair o máximo proveito do mundo digital. Os líderes do amanhã serão os que hoje souberem transformar esse desafio em uma oportunidade. Qual caminho você seguirá?

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