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Patrocínio no esporte é fundamental para quem está começando

Patrocínio no esporte é fundamental para quem está começando

*Por Mark Allan

Se atletas de elite do país encontram dificuldades para firmar contratos com empresas, os obstáculos são infinitamente maiores para quem está começando e precisa desenvolver a performance individual para ter mais visibilidade no segmento. Encontrar marcas interessadas em ajudar a pagar os altos custos de sua preparação, bem como dar apoio de formas que fogem ao tradicional, como oferecer cursos de línguas, auxílio psicológico, aulas particulares de personal trainer ou consultas com nutricionistas, é um caminho árduo e longo no Brasil.

Somos muito mais que o país do futebol. Somos a natação, o skate, a esgrima, o ciclismo, a corrida de rua, o judô, o basquete, o handebol e o automobilismo, dentre tantas outras modalidades que vivem de picos de visibilidade e que, por não serem tão populares, tornam trabalhoso e exaustivo chamar a atenção de patrocínios. Para que os jovens não desistam dos seus sonhos é preciso conectar pontas e estimular o relacionamento entre profissionais de diversas áreas do esporte, com clubes, faculdades, confederações e players do setor.

Ao mesmo tempo que indico que as empresas comecem a perceber que às vezes é mais fácil ter atletas que se comuniquem bem em seu nicho de atuação do que fazer um super investimento em alguma entidade e não ter o retorno esperado, oriento aos desportistas a utilizarem canais de comunicação online para divulgar a sua imagem profissional e reforçar o valor que podem agregar para as marcas. Tomar cuidado com o despreparo é fundamental, pois não dá para usar as plataformas com foco em negócios esportivos como se fosse uma rede social comum.

Estava conversando com uma colega sobre gestão financeira no esporte, sobre como os atletas podem se organizar financeiramente, e infelizmente esse é um assunto muito distante. Estamos em 2020 e nem todo mundo tem a consciência de que, às vezes, quem está começando agora, pode ter apenas a ajuda de um patrocínio para se manter no mês. Estamos falando, na maioria das vezes, de crianças e adolescentes de 10, 12 ou 15 anos, de classe média baixa, de todos os cantos do Brasil, onde as famílias não possuem renda extra para investir na carreira dos filhos.

Essa questão revela ainda mais a importância que empresas especializadas em esporte têm na vida dos brasileiros. É ultrapassado pensar em patrocínio pura e simplesmente pela exibição de uma marca. Aliás, deveria ser ao contrário: marcas engajadas em causas sociais, se bem administradas, naturalmente vão atrair outras marcas de qualidade como parcerias e cativar e fidelizar novos clientes. Estamos atrasados em relação à grande parte do mundo, mas se esse jogo começar por aqui, ninguém sai no zero a zero.

* Mark Allan é head de negócios da AtletasNow, SportsTech que por meio de uma plataforma digital conecta atletas e profissionais de esporte a oportunidades e players do setor.