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Perestroika aposta em EAD para oferecer cursos mais acessíveis

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Empresa vai aumentar oferta de formação na plataforma MIR School

Por Felipe Mendes

Uma das escolas mais criativas do Brasil, a Perestroika passou a oferecer cursos online apenas em 2016, nove anos depois da fundação. O sócio criador da empresa, Felipe Anghinoni, reconhece que a chegada às plataformas digitais demorou, mas agora a empresa quer compensar o “atraso”. Por isso, em 2018 a empresa terá maior variedade de conteúdos online.

A plataforma MIR, de propriedade da Perestroika, hospeda o conteúdo online oferecido pela escola. Os primeiros cursos apresentados foram concebidos, produzidos e editados exclusivamente para o MIR. São cursos pensados para o ambiente digital, com aulas gravadas especificamente para este fim. Mais recentemente, a escola começou a registrar cursos presenciais em vídeo, e alguns deles vão ser disponibilizados no MIR.

“Queremos ser mais acessíveis, pois sabemos que nossos cursos presenciais não são baratos. São produtos caros, há muitos gastos com os professores, por exemplo. E as plataformas digitais permitem que a gente ofereça isso com um preço mais baixo. Neste ano já tivemos cursos com mais de 1.300 alunos. Ano que vem, pretendemos lançar pelo menos 10 cursos novos no MIR. De certa maneira, o futuro da educação passa por aí”, explica Anghinoni.

Atualmente a Perestroika oferece cursos em áreas diversas, como yoga e bem estar; futuro do trabalho; revoluções pós-internet; empreendedorismo e inovação na gastronomia, entre outros, sempre com a plataforma própria desenvolvida pela escola, a Experience Learning, que, como o nome sugere, é totalmente baseada na experiência.

Entre os professores que já participaram ou ainda lecionam em cursos da empresa estão o músico e compositor Criolo, a cartunista Laerte Coutinho, o grafiteiro Kobra (um dos grandes nomes das artes plásticas do Brasil no exterior), o jornalista Nelson Motta e o ex-jogador de futebol Dunga, que foi treinador da Seleção Brasileira – apenas para citar alguns exemplos.

A empresa nasceu em Porto Alegre, e hoje tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Publicitário de formação, Anghinoni trabalhou ao lado de três sócios parceiros na fundação da Perestroika. Ele conta que foram muitas reuniões e brainstormings até chegar à ideia de usar aquilo que usava na rotina do antigo trabalho para criação de um curso de criatividade. A partir do desenvolvimento da metodologia, decidiram aplicá-la em outras áreas.

“O crescimento da Perestroika foi muito orgânico. Em 2007, quando a empresa surgiu, tínhamos um blog, e postávamos duas vezes por dia. Ali o conteúdo já passou a estar disponível em escala global, e começamos a ver que tínhamos leitores de outras partes do Brasil”, conta Anghinoni.

Depois de alguns projetos-piloto, com cursos isolados, os sócios decidiram abrir o leque, oferecendo a colaboradores a oportunidade de se associarem à empresa criando novos escritórios.

A consolidação e o sucesso da escola vieram sempre atrelados a muito bom humor. Não é por acaso que a Perestroika se apresenta como “a pior escola do mundo”. “Pior escola do mundo é o resumo de muitas coisas. O principal: se você acha que a metodologia tradicional é a melhor, então, vai achar que a nossa é a pior. Nossas aulas são pautadas pela informalidade, pelo não-academicismo, pela prática, pela liberdade, pela participação do aluno”, destaca Anghinoni.

O sócio destaca que a forma de trabalho da empresa é alvo de muitas críticas – professores oferecem cerveja na sala de aula e muitas vezes chegam à sala de bermuda e chinelos. O estilo considerado subversivo, não é bem recebido por todo mundo. Mas a escola segue crescendo e buscando novos alunos. E, mais que isso, sendo um marco para mudanças nas vidas de muitas pessoas.

“A gente causa muito desconforto com nossas aulas e com o jeito que a gente tenta fazer. Vários relatos de pessoas que disseram ter chegado em casa e que não conseguiram dormir depois de uma aula. Ficam com a cabeça mexida, sentem-se desconfortáveis com o rumo do próprio trabalho e correm atrás de mudança, de um novo rumo. Queremos que a experiência com a Perestroika seja transformadora”, conclui.

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