Nascido com uma proposta inovadora, o Colégio Planck comemora os bons resultados pouco antes do início do segundo ano letivo. A instituição cresceu praticamente 100% no número de alunos entre 2017 e 2018. Motivo de orgulho para o professor André Guadalupe, fundador do colégio junto a dois colegas.

“Nossa avaliação é muito positiva. Praticamente dobramos o número de alunos de um ano para o outro, isso em um cenário de crise econômica como a que vivemos. Nossa mensalidade é um pouco mais alta que a média de outras escolas da cidade, e mesmo assim conseguimos crescer. É o reconhecimento de que o trabalho foi bem realizado”, comemora Guadalupe.

O fundador fala com orgulho da equipe de trabalho, e reconhece que algumas pequenas coisas no primeiro ano não saíram como planejado. Mas, para 2018, o time já se organizou para corrigir esses problemas. O objetivo permanece o mesmo: oferecer uma formação diferente para os alunos de Ensino Médio, com rigor acadêmico e conceitual, mas também contemplando habilidades socioemocionais e a tecnologia.

Segundo Guadalupe, a metodologia adotada no Planck faz com que os alunos tenham mais engajamento e tenham mais motivação para frequentar as aulas. O objetivo é ir além da simples preparação para o vestibular, mas também a formação de um adulto e um profissional com mais habilidades e melhor repertório. E isso também é um desafio.

“É difícil inovar no Ensino Médio no Brasil pois há uma certa dependência das regras impostas pelos vestibulares. Alunos e famílias estão acostumados a estudar e se motivar tendo o vestibular como único objetivo. Esse é o principal paradigma que queremos quebrar. O vestibular faz parte, mas o Ensino Médio não existe só para isso. Muitas vezes as famílias se interessam por nossa proposta, mas ficam preocupadas com essa questão. Nosso trabalho é tranquilizá-las, pois isso também será contemplado, mas não será a única coisa”, explica.

Metodologia e tecnologia

Para criação do Planck, Guadalupe e equipe visitaram países como Japão, Finlândia e Estônia, que têm escolas com ótimos resultados em avaliações internacionais. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Plataforma SAS. Guadalupe conta que, nos locais que visitou, os alunos falam durante cerca de 70% do tempo das aulas, muito diferente do Brasil, onde a passividade é quase uma regra.

Entre as principais inovações está a introdução da disciplina design maker, pensada para desenvolver habilidades socioemocionais por meio de vivências empreendedoras. O colégio tem um espaço específico para essa disciplina, que permite a experimentação e o exercício da criatividade para que os alunos aprendam com o uso de ferramentas e novas tecnologias de forma autônoma. Outros projetos incluem uma sala de aula autônoma para que os alunos entendam mais sobre conceitos como captação de recursos, orçamento, planejamento, mensuração de resultados e recebam feedbacks de seus mentores.

“Entendo que a tecnologia tem três grandes pontos: primeiro, ela traz eficiência e eficácia para as rotinas de aprendizagem a partir da personalização. Segundo: com a compilação e a utilização de dados, conseguimos analisar essas informações para oferecer qualidade e impacto real na aprendizagem. E, por fim, ela facilita muito o compartilhamento, a curadoria e a cocriação de projetos. Hoje é possível estar conectado ao ambiente escolar 24 horas por dia, 7 dias por semana”, completa.