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Colégio Arbos: o pensar é a maior revolução do processo educacional

Instituição transformou seu projeto educativo e metodológico para formar alunos mais conscientes e cidadãos

Por Camila Vech

Tire a lousa de tamanho tradicional, as inúmeras exposições de conteúdos em sala de aula, as filas, os sinais de entrada e saída. Traga a responsabilidade, o sentimento de pertencimento, do conviver e do decidir em comunidade, da importância do aprender constantemente, da solução dos conflitos por meio de conversas abertas e coletivas, da troca de conhecimentos e raciocínio sobre o conteúdo discutido.

Foi essa transformação por qual o Colégio Arbos passou nos últimos anos, ao trabalhar todo um novo conceito para seu projeto educativo e revisar seu processo metodológico. Para o Professor Paulo André Cia, diretor pedagógico e mantenedor do Colégio Arbos, hoje a verdadeira inovação educacional está em rever os padrões tradicionais escolares, levando o aluno a ser responsável e protagonista do seu aprendizado.

“Entendo que a maior revolução dentro do processo educativo atualmente é o pensar, é fazer o aluno pensar. Portanto, há uma necessidade grande de transformação nas metodologias e didáticas educacionais”, conta.

O projeto educativo do Colégio Arbos atua diretamente no que diz respeito às relações: cada ambiente da escola possui pessoas que conhecem seus papéis, respeitam ao próximo e que, por uma consciência adquirida, primam pelo bom funcionamento do espaço. Dessa forma, a escola criou a Prática Educativa Coletiva, transformando cada sala de aula em uma comunidade, que precisa se perceber como tal, e ainda entender como o pensamento e a atitude individual interfere no coletivo e vice-versa.

Assim, cada grupo passou a ter um objetivo comum e uma marca. As discussões conduzidas em sala servem de reforço e/ou complemento ao que aquele coletivo necessita para crescer e se aprimorar. Além disso, toda semana durante 50 minutos, os alunos reúnem-se junto aos professores para discutir conflitos e promover colaboração para chegar a resoluções conjuntas. Essa iniciativa, por exemplo, resultou em mais de 900 dias sem advertência no Colégio Arbos.

No processo metodológico, a escola passou a usar o conceito de Sala 360º, em que o papel do professor deixa de ser somente expositor e passa a ser um mediador. Os alunos estudam os temas e matérias antes e deixam para o período de aula a troca de conhecimento com os outros colegas de sala e absorção de mais informações levadas pelo professor. “Quando um aluno é incentivado a ensinar o outro e fala o que aprendeu com as próprias palavras, ele desenvolve um pensamento mais complexo cognitivamente, o que eleva a um estágio de compressão dos conhecimentos que este aluno adquiriu”, explica o Professor Paulo Cia.

Também foi encontrada outra forma de utilização da lousa. Saiu o quadro negro de tamanho delimitado e entraram as paredes pintadas (da base ao teto) de forma que os alunos e os professores possam utilizá-las coletivamente durante as aulas.

A inovação está no DNA do Colégio Arbos. Atualmente, o uso de tecnologia, tablets e outras ferramentas é algo tão natural na instituição quanto o é no cotidiano dos alunos com suas famílias. Em 2013, por exemplo, o colégio foi um dos primeiros a implementar o uso de iPads entre seus professores e no ano seguinte, incluí-lo na lista de materiais de seus alunos. Hoje com quatro unidades no Grande ABC, nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano, o Arbos possui 4 mil alunos do berçário até o 3º ano do Ensino Médio.



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