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Por que o HackTown se tornou um dos principais eventos de inovação da América Latina?

O HackTown se prepara para a sua quarta edição no feriado prolongado de 6 a 9 de setembro de 2018 no inusitado polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, próximo à capital paulista. Com inspiração no SXSW, que acontece em Austin no Texas, e no Tech Open Air, de Berlin, na Alemanha, o festival reunirá mais de 300 atividades entre palestras, debates, workshops, showcases musicais e exposições, dentro das temáticas de tecnologia, inovação, criatividade e comportamento.

Mas com tantos eventos, festivais e congressos mundo afora, por que o HackTown vem se tornando um dos eventos preferidos de quem trabalha com inovação nas principais empresas do mundo presentes na América Latina?

Para o diretor do ThinkLab da IBM, grupo que lidera a Inovação da empresa com seus clientes, Henrique von Atzingen, o Brasil precisa muito de festivais de inovação e cultura como o HackTown. "Muitas vezes valorizamos demais o que vem do estrangeiro sem antes aproveitar a diversidade e a capacidade de nossas mentes brilhantes”, conta. “O HackTown é uma chama que brilha neste país e que precisa crescer cada vez mais", completa.

Quem compartilha de uma opinião parecida é Renata Perrenoud, Fellowship na Universidade de Harvard pelo consórcio STHEM Brasil-Laspau. “Inovar é fundamental para sobreviver e criar caminhos que nos levem ao futuro hoje”, afirma a professora que também é fundadora da Inovatio Educação. “O HackTown instiga e inspira este olhar inovador”, destaca.

Para Carl Amorim, executivo do Blockchain Research Institute no Brasil, um evento que consegue impactar uma cidade inteira fora dos grandes centros, é algo único e precioso, que deve ser vivido e experimentado regularmente. ”Não conheço no mundo uma iniciativa que envolva toda uma cidade, com uma programação incrivelmente diversa, inclusiva e antenada”, afirma declara, que é também editor do livro Blockchain Revolution de Don Tapscott.

“Muita gente almeja ir para o SXSW olhar de perto as principais tendências. É lícito. Mas poucas acabam valorizando o que tem aqui no Brasil”, conta Cleber Paradela, VP de Planejamento da Sunset, agência digital do Grupo ABC/Omnicom. “O HackTown é um belo exemplo de que é possível ter uma experiência completamente imersiva, nos moldes do festival texano, mas investindo menos de 5% do valor”, complementa. “Fui pela primeira vez em 2017, me apaixonei por Santa Rita do Sapucaí e pelo festival, e hoje tenho orgulho de espalhar aos quatro cantos o quanto é incrível”, destaca Paradela, que também é professor na Miami Ad School.

Carlos Henrique Vilela, um dos organizadores do HackTown, conta que o festival abrange a inovação pela perspectiva de várias perspectivas diferentes: tecnologia, design, comunicação e marketing, negócios, sociedade, economia criativa, música, entre outras. "A ideia é conectar e ajudar as pessoas a sairem das suas próprias bolhas", destaca. Por isso mesmo, entre os palestrantes de 2018 estão nomes tão distintos, como: Milena Brentan, Talent Lead para America Latina no Airbnb; Daniela Rodrigues, empresária do rapper Rashid; João Paulo Sette, criador do primeiro streaming de quadrinhos do Brasil, o Social Comics; Flavio Proença, Head de Analytical Insights no Google; Natasha Bontempi, head de Mindfulness e habilidades humanas na IBM; Fausto Vanin, um dos principais especialistas em Blockchain e Transformação Digital da América Latina; Cristiano Soares, empreendedor em série e fundador da Vaniday; Agatha Martins, designer de Inovação Social na Baanko; e Conrado Schlochauer, embaixador da Singularity University no Brasil.

Além do conteúdo e da dinâmica, a cidade onde acontece o evento também é um atrativo a parte, e não apenas pelo charme do interior de Minas. “Santa Rita é um polo de alta tecnologia”, afirma o dinamarquês Jesper Rhode, coordenador da escola de inovação Hyper Island no Brasil. “Historicamente o país tem um viés muito forte para software e programação. Com a Internet das Coisas e a impressora 3D, entretanto, a prototipagem rápida para desenvolver hardware e dispositivos está ganhando importância na economia digital. A cidade está no miolo desta revolução no Brasil”, conta Rhodes. “Várias startups estão abordando inteligência artificial, inclusive deep learning para análise de imagens, colocando o Brasil no mapa global do desenvolvimento de soluções para o futuro digital”, destaca.

Em entrevista recente à revista da companhia aérea Avianca, Leonardo Tristão, diretor-geral do AirBnB no Brasil, também comentou sobre o pequeno polo tecnológico mineiro localizado a pouco mais de 200 km da cidade de São Paulo. "É um vale do silício brasileiro, com a melhor faculdade de telecomunicações do Brasil", declarou o executivo, que é formado no Instituto Nacional de Telecomunicações, o INATEL, escola à qual se refere na citação.

Além da cidade singular, do conteúdo de alto nível e do formato pouco convencional, o HackTown também ganhou destaque em 2017 por sediar, pela primeira vez fora do SXSW, uma casa do Google, com atividades exclusivas criadas pelo gigante da tecnologia para os participantes do HackTown, além de um evento endossado pelo gigante Facebook, ao ar livre, em uma tradicional pracinha de interior. Tudo isso vem levando a iniciativa a ganhar destaque nos principais congressos sobre inovação em eventos. Recentemente, o HackTown foi apresentado ao lado de gigantes como Comic Com, Campus Party e RIO2C. Em um congresso próximo, estará ao lado de iniciativas inovadoras como o Burning Man, considerado o festival mais disruptivo do mundo.

Os ingressos, no entanto, são muito limitados e esgotam rapidamente. As compras podem ser feitas pelo site hacktown.com.br.

A lista com os palestrantes já divulgados, você confere aqui.



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