A Quero Educação foi fundada na cidade de São José dos Campos e nasceu de um projeto ITA-Alumni. Atualmente, a empresa oferece o Quero Bolsa, marketplace para conectar alunos que não podem pagar as mensalidades cheias com instituições com cursos com vagas ociosas.

A startup já conta com um time de mais de 200 pessoas responsável por conectar estudantes com a instituição de ensino mais adequada para seus objetivos. Para entender um pouco mais de como funciona a empresa, o Polinize conversou com Renata Rebocho, Diretora de Recursos Humanos e de Relacionamento da Quero Educação.

Polinize – A Quero Educação chegou ao mercado com o propósito de resolver qual “problema”? Qual é o grande objetivo como plataforma educacional?
Renata Rebocho – A Quero Educação é uma startup de educação que tem como missão ampliar o acesso a uma educação de qualidade. Por meio do nosso principal produto, o Quero Bolsa, conectamos estudantes e Instituições de Ensino Superior em todo o país, ajudando alunos a se matricularem no seu curso dos sonhos por um preço que possam pagar. O Quero Bolsa é um site de pesquisa e comparação de universidades que oferece bolsas de estudo de até 70% em mais de 1200 instituições de ensino.

Polinize – O serviço de vocês é focado no ensino superior? Existem planos de expandir para outros níveis de educação?
Renata Rebocho – A Quero Educação avalia constantemente novas oportunidades de negócios. Trabalhamos diariamente para ampliar nossas parcerias e desenvolver novos produtos. Recentemente, por exemplo, fomos selecionados para participar do MECATE, o programa internacional do Laboratório de Empreendimento e Transformação, uma iniciativa da Escuela de Gobierno y Transformación Pública Tecnológico de Monterrey, no México. Tivemos a oportunidade de conhecer a realidade educacional do país, onde a educação privada cresce com mais força. Essa experiência confirmou que há espaço para uma expansão internacional da Quero Educação, principalmente para países em desenvolvimento. Estamos olhando para esses mercados como possíveis candidatos a um crescimento a médio prazo, provavelmente nos próximos dois anos.

Polinize – Qual é o perfil dos clientes de vocês?
Renata Rebocho – A Quero Educação atende alunos em todas as faixas etárias e regiões do País.

Polinize – Quando vocês entraram no mercado? Como tem sido a aceitação e procura pelo serviço?
Renata Rebocho – A Quero Educação foi fundada em 2012, na cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo. Por ser uma alternativa real ao financiamento estudantil – o processo de contratação das bolsas de estudo é totalmente transparente e o aluno sabe exatamente quanto vai pagar pelo seu curso de graduação ou pós graduação – a Quero Educação tem crescido de maneira exponencial desde a sua fundação. Somente de 2015 para 2016, a companhia cresceu 5 vezes.

Polinize – Qual foi o principal desafio que vocês encontram nesse setor?
Renata Rebocho – Quando a Quero Educação foi fundada, nosso principal desafio foi apresentar nossa ideia de negócio para o maior número possível de instituições parceiras e investidores. Rapidamente, porém, as faculdades e universidades perceberam que nossas soluções podem diminuir o percentual de vagas ociosas.

Polinize – Há uma previsão de quantas novas instituições/estudantes vocês devem atender até o fim deste ano?
Renata Rebocho – Nossa expectativa é encerrar 2017 com mais de 1400 Instituições de Ensino parceiras e 100 mil alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação.

Polinize – Para você, qual foi a maior conquista da Quero Educação até agora?
Renata Rebocho – Desde a sua fundação, a Quero Educação já ajudou a matricular mais de 200 mil alunos em cursos de graduação e pós-graduação, ampliando o acesso à educação e transformando a realidade de milhares de famílias brasileiras.

Polinize – Como a Quero Educação avalia a importância de novas tecnologias e empresas com soluções para a educação?
Renata Rebocho – Somos um time de tecnologistas e comunicadores que desenvolvem soluções para que mais pessoas tenham acesso a uma educação de qualidade. A tecnologia está em nosso DNA e, sem dúvida, ela representa o futuro da educação. Seja dentro das salas de aulas, com recursos que facilitam a aprendizagem, ou fora – sendo a base de iniciativas como o Quero Bolsa.