Realidade e ficção se unem na Black Friday 2019

Empresas têm adotado a realidade aumentada para atrair consumidores de forma diferenciada

Há décadas um cenário comum acontece nas ruas norte-americanas, logo depois do Dia de Ação de Graças celebrado nos EUA: filas quilométricas de pessoas que se aglomeram na porta de lojas esperando, ansiosamente, a abertura destas para aproveitar as mais diferenciadas promoções. Trata-se da Black Friday, nome dado à inauguração da temporada de compras para o Natal marcada por diversas ofertas. A data, que teve origem nos EUA, logo se expandiu para outros países e chegou ao Brasil.

Neste ano, ela está marcada para acontecer no dia 29 de novembro, mas aqui no Brasil já são várias as marcas que estão anunciando promoções antecipadas para atrair consumidores. Porém, além das já conhecidas propagandas, empresas vêm utilizando recursos tecnológicos inovadores que consistem em mesclar elementos reais e virtuais para envolver ainda mais o público naquilo que desejam, como é o caso da tecnologia de realidade aumentada.

“A realidade aumentada é uma tecnologia que consiste em inserir informações digitais num ambiente real. A aplicação mais comum da tecnologia promove a interação em um dispositivo móvel virtual, sendo ele celular e/ou tablet, com elementos estáticos que ativam o dispositivo, seja por QR Code ou até mesmo utilizando a imagem do produto como marcador para iniciar a animação virtual”, afirma Fabio Costa, CEO da Agência Casa Mais, empresa especializada em realidade virtual (VR) e aumentada (AR) no Brasil.

A agência existe desde 2011 e, a partir de 2018, passou a investir em AR, principalmente, para produção de campanhas publicitárias que aproximem marcas e consumidores de forma totalmente inovadora e interativa. “No setor de Varejo são diversas as possibilidades a serem exploradas com a realidade aumentada, como o uso de aplicativos AR que utilizam o cartão de instituições para mostrar benefícios e descontos para os clientes, algo muito propício em tempos de Black Friday, e que nós desenvolvemos para nossos clientes”, ressalta Costa.

Aqui no Brasil uma desenvolvedora de shopping centers do país criou uma campanha inusitada para a temporada de Black Friday 2019, usando a realidade aumentada. Os interessados baixam um aplicativo no celular e, a partir daí, apontam a câmera do aparelho em busca de alvos espalhados por shoppings para caçarem promoções. Os descontos surgirão acompanhados de animações interativas personalizadas, envolvendo diversos setores como vestuário, eletrônico, alimentação, calçado, brinquedos, entre outros.

Para Costa, ações como essa se tornarão cada vez mais comuns não somente no setor de Varejo, como em diversos outros: “A realidade aumentada não tem limite de aplicações. Embora a tecnologia ainda esteja em fase de amadurecimento, inúmeras aplicações podem ser realizadas e são desenvolvidas de acordo com a necessidade e criatividade de quem a utiliza. Hoje, ela já é adotada em setores como o de entretenimento, medicina, indústria e publicidade, por exemplo”, diz.

O empresário conta com um estúdio de criação digital onde atua tanto com a criação 3D de produtos, que podem ser sobrepostos aos objetos reais, explorando-os de forma criativa, como com a produção de softwares para leituras dos objetos reais e estáticos que serão convertidos para os visores dos dispositivos eletrônicos. “Como a realidade aumentada ainda está em processo de crescimento no mercado brasileiro, muitas ideias estão em processo embrionários e em constante evolução. Mas sem sombras de dúvidas, essa ferramenta AR deverá oferecer cada vez mais experiências marcantes para os exigentes consumidores da atualidade”, conclui.

Mariana da Cruz Mascarenhas

Published 14 days ago