Relatório do LastPass revela que 91% das pessoas sabem que a reutilização de senhas não é segura, mas dois terços o fazem mesmo assim

22 days ago

Por: Sing Comunicação

 

A dissonância cognitiva prevalece, comportamentos inalterados criam nova preocupação de segurança online

LastPass by LogMeIn divulga as conclusões do seu Terceiro Relatório Global de Psicologia de Senhas, revelando que as pessoas não estão se protegendo dos riscos de segurança cibernética, mesmo sabendo que deveriam. Ano após ano, há maior conscientização global sobre hackers e violações de dados, mas o comportamento dos consumidores em relação às senhas permanece praticamente inalterado. Os dados da pesquisa mostram que 91% das pessoas sabem que usar a mesma senha em várias contas é um risco à segurança; no entanto, 66% continuam usando o mesmo código de qualquer maneira. Com as pessoas gastando mais tempo online, a evolução das ameaças à segurança cibernética e o comportamento inalterado na criação e gerenciamento de senhas criam um novo nível de preocupação com a segurança online.

Lançada a tempo do Dia Mundial da Senha, a pesquisa global entrevistou 3.250 indivíduos nos Estados Unidos, Austrália, Cingapura, Alemanha, Brasil e Reino Unido, e fornece evidências de que o aumento do conhecimento das melhores práticas de segurança não se traduz, necessariamente, em um melhor gerenciamento de senhas.

Os principais resultados incluem:

  • Ameaças cibernéticas globais continuam a disparar, mas os comportamentos em relação às senhas são inalterados

Os comportamentos em relação às senhas permanecem praticamente inalterados em relação ao mesmo estudo realizado há dois anos - traduzindo-se em alguns comportamentos de risco. 53% relatam não alterar senhas nos últimos 12 meses, apesar de uma violação nas notícias. E enquanto 91% sabem que usar a mesma senha para várias contas é um risco à segurança, 66% geralmente ou sempre usam a mesma senha. Isso representa um aumento de 8% em relação às descobertas do LastPass em 2018.

  • Pensamento consciente da segurança não se traduz em ação

Os dados mostraram várias contradições, com os entrevistados dizendo uma coisa e, por sua vez, fazendo outra. 77% dizem que se sentem informados sobre as práticas recomendadas para senhas, mas 54% ainda tentam memorizar senhas e 27% as anotam em algum lugar. Da mesma forma, 80% se preocupam em ter suas senhas comprometidas e, no entanto, 48% nunca alteram suas senhas se não for necessário.

  • Medo do esquecimento = Razão número um para reutilização de senhas

A maioria dos entrevistados (66%) usa a mesma senha para várias contas, o que surpreendentemente aumentou 8% em relação às descobertas de 2018. Por quê? O medo de esquecer as informações de login continua sendo o principal motivo para a reutilização de senhas (60%), seguido pelo desejo de conhecer e controlar todas as suas senhas (52%).

  • Conscientização e uso da autenticação multifatorial (MFA) crescente

A boa notícia é que existe amplo conhecimento e uso da autenticação multifatorial (MFA). Felizmente, 54% dizem que usam a MFA para suas contas pessoais e 37% o usam no trabalho. Apenas 19% dos entrevistados disseram não saber o que era a MFA.

Os entrevistados também se sentem muito confortáveis com a autenticação biométrica - usando sua impressão digital ou o rosto para fazer login em dispositivos ou contas. 65% disseram confiar mais em impressões digitais ou reconhecimento facial do que em senhas de texto tradicionais.

“Durante um período em que grande parte do mundo trabalha em casa devido à interrupção causada pela pandemia da COVID-19 e as pessoas passam mais tempo on-line, as ameaças cibernéticas que os consumidores enfrentam estão sempre em alta. Os indivíduos parecem insensíveis às ameaças que as senhas fracas representam e continuam a exibir comportamentos que colocam suas informações em risco”, pontua John Bennett, vice-presidente sênior e gerente geral da área de Gerenciamento de Identidade e Acesso da LogMeIn. “Adotar apenas algumas etapas simples para melhorar a maneira como as pessoas gerenciam suas senhas pode levar a uma maior segurança das suas contas online, pessoais ou profissionais. Aconselho a todos a fazer do Dia Mundial da Senha de 2020 o ponto de inflexão para uma alteração no seu comportamento em relação às senhas”.

“No Brasil, o comportamento em relação às senhas é bem similar à maioria dos países, porém tende a melhorar bastante nos próximos meses com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ainda assim, 94% dos brasileiros se preocupam em ter suas senhas comprometidas e 78% acreditam mais em autenticações biométricas do que nas senhas tradicionais”, pontua Vanessa D’Angelo, Head de Marketing para a América Latina na LogMeIn. “A autenticação multifatorial é uma ótima opção para garantir ainda mais segurança às contas dos brasileiros e as soluções da LogMeIn estão preparadas para ajudá-los nesta tarefa”.

Fontes

Metodologia da pesquisa

A pesquisa de psicologia de senhas foi encomendada pelo LastPass e realizada pela empresa de pesquisa de painel independente Lab42, de 5 a 15 de março de 2020. As respostas foram geradas a partir de uma pesquisa com 3.250 adultos, com idades entre 18 e 60 anos e com várias contas on-line. Os participantes da pesquisa representaram os Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Austrália, Cingapura e Reino Unido. Onde possível, os resultados foram comparados com a Pesquisa de Psicologia de Senhas de 2018, encomendada pelo LastPass.

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