You've successfully subscribed to Polinize
Great! Next, complete checkout for full access to Polinize
Welcome back! You've successfully signed in
Success! Your account is fully activated, you now have access to all content.

Sports Techs precisam transformar os desafios em oportunidades de negócios no Brasil

*Por José Pedro Mello


De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria Markets and Markets, os investimentos em startups voltadas para o ambiente esportivo devem saltar de US$ 8,9 bilhões em 2018 para US$ 31,1 bilhões em 2024. Para que as sports techs continuem ganhando escalabilidade, fundos como Bossa Nova e OutField têm olhado com atenção para o segmento, com a intenção de ajudar a transformar pequenos negócios em companhias de alto impacto no mercado.

O segmento de sports techs vem crescendo em ritmo constante no Brasil, mas ainda está em estágio de aprendizado aos olhos de investidores e entusiastas, devido a uma série de questões culturais e estruturais do nosso país. Como empreendedor, vejo que ao mesmo tempo que a inovação deve atender as maiores carências do setor, instituições esportivas têm dificuldades para sair da zona de conforto e abraçar a evolução através da inovação. Hoje temos algumas lideranças encabeçando este movimento, mas há espaço para novos adeptos.

A pandemia do novo coronavírus tem impulsionado a adesão da transformação digital no esporte, uma vez que atividades tradicionais que antes eram realizadas de maneira presencial, como por exemplo as famosas “peneiras”, agora passaram a ser realizadas no formato digital com o apoio da tecnologia. Acredito que neste período atípico que estamos vivendo, aqueles que conseguirem se adaptar mais facilmente e manterem em seu dia-a-dia todas as novas experiências e conhecimentos que foram adquiridos, terão maior trunfo daqui para frente.

Uma vez que a transformação digital tem sido, aos poucos, estabelecida no ecossistema esportivo, outros desafios ficam em evidência e podem se tornar oportunidades de negócios disruptivos. Arrisco dizer que este é um dos melhores momentos para tirar ideias do papel. Por natureza, os empreendedores conseguem se adaptar em momentos de crise e resistir em períodos incertos e com as sports techs isso não é diferente. Se você tem uma equipe comprometida, além de um negócio novo, com potencial de escala e capacidade de retorno, você tem quatro pontos fundamentais para chamar a atenção de um investidor.

A experiência e o conhecimento também são extremamente valiosos para o sucesso da jornada empreendedora. A meu ver, em certos casos, o “Smart”, do Smart Money, tende a ser mais agregador a uma empresa que está começando do que um próprio investimento financeiro, pois os investidores contribuem com a sua bagagem e know-how e apresentam uma rede de contatos capazes de acelerar ainda mais o crescimento da startup dentro do mundo do esporte, algo que acaba sendo essencial para um ecossistema que ainda está em transformação.

O mercado de sports techs no Brasil está crescendo bastante e, de uma certa maneira, já está começando a mostrar o seu potencial para o mercado. É normal encontrar barreiras, mas desistir não pode ser uma opção. Aqui, vale a máxima: grandes mercados não são construídos do dia para noite.


*José Pedro Mello é CEO da AtletasNow, Sports Tech que por meio de uma plataforma digital conecta atletas e profissionais de esporte a oportunidades e players do setor.