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Startup brasileira transforma crianças em autores de livros

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Os projetos pedagógicos focam no desenvolvimento cognitivo dos alunos e modifica o jeito de ensinar

Por Naiara Araújo

Uma das principais mudanças que é possível observar nas escolas que se abrem para as novas oportunidades e tecnologias está nas expectativas em relação aos alunos. O objetivo não é mais só fazer com que aquele estudante seja aprovado no vestibular, mas sim ajudá-lo a desenvolver a capacidade de ser uma pessoa melhor. Essa bandeira tem sido defendida principalmente pelas startups de educação, que encontraram no mercado não só um espaço de negócio, mas também uma causa para lutar.

A Estante Mágica, por exemplo, é mais uma que nasceu com o sonho de transformar o mundo pela educação. “Somos jovens que entenderam que a sala de aula não precisa ser chata e maçante”, diz Carla Jemima, responsável pelo Marketing e Comunicação da Estante Mágica. Desde 2009, eles oferecem projetos pedagógicos diferenciados para escolas e alunos de três a 12 anos de idade. A conclusão da atividade acontece com a elaboração de um livro, no qual cada aluno é autor da sua própria experiência, com direito até a sessão de autógrafos.

Educação e desenvolvimento

Segundo Carla, a ferramenta de auxílio disponibilizada às escolas contribuem para que elas consigam trabalhar as competências fundamentais para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos seus alunos, como curiosidade, criatividade, colaboração, comunicação e análise crítica. Dessa forma, é possível garantir o desenvolvimento das potencialidades de cada criança. “Nossos projetos são gratuitos, por isso atendemos ambas as escolas, tanto pública quanto particular. Esse ano, por exemplo, já temos mais de 17 mil alunos só de escolas públicas”, conta Carla.

Números mágicos

A ideia por trás dos projetos é que eles sejam inseridos na dinâmica pedagógica de cada escola. Então, o professor aplica o projeto em sala de aula para que a construção do livro, os textos e os desenhos, seja resultado do conhecimento que o aluno está aprendendo. Segundo a Estante Mágica, uma escola interessada em aplicar o projeto deve ter no mínimo 40 alunos participantes da atividade.

Eles acreditam que o número mágico deles seja o três, já que crescem, em média, três vezes a cada ano. Em 2016, por exemplo, foram impactados 70 mil alunos, agora, o objetivo é encerrar 2017 com 200 mil alunos atendidos pelos projetos educacionais.

“Até o ano passado nós éramos somente um projeto literário que se transformava em livros e nos tornamos a maior publicadora de livros infantis do Brasil. Neste ano, atendendo a demandas das nossas escolas, nos propomos a ser uma plataforma de projetos pedagógicos e já somos a maior do Brasil”, diz Carla. “Nosso próximo objetivo é crescer para atender ainda mais as demandas das escolas e temos planos de nos internacionalizar em breve. O céu é um limite aqui, sonhamos grande.”

Assim como outras startups com foco em educação, eles ainda enfrentam a desconfiança das escolas. Muitas vezes, os responsáveis pelas instituições não acreditam na qualidade de um projeto que é totalmente gratuito. Segundo Carla, também existem as escolas que não querem aceitar novos modelos para inovar na educação. “Nosso sistema de ensino no Brasil ainda é muito engessado, embora tenhamos muitos educadores por aí com sede de inovação e que querem de verdade fazer a diferença.”

Público-alvo: instituições de ensino e pais/responsáveis.
Tipo de solução: projetos pedagógicos para alunos de 3 a 12 anos.
Modelo de cobrança: gratuito.

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