*Luiz Cascaldi

É inegável que vivemos a era da transformação digital nos seus mais diversos aspectos e aplicada aos mais diferentes setores da economia mundial. São incontáveis as empresas que procuram por inovações tecnológicas que possam oferecer otimização de processos internos, gerando impactos positivos em termos de produtividade e economia nos negócios.

Diante de uma extrema cobrança para que empresas busquem a automação de processos, o Brasil ainda engatinha nesse sentido. Segundo um estudo realizado pelo IDC, chamado IT2 - Indicador de Transformação da TI, os negócios brasileiros têm uma nota média de 43,7 (em uma escala de 0 a 100), quando o assunto é maturidade da infraestrutura de TI para dar suporte eficiente à digitalização de negócios. Quando a vertical abordada foi Automação de Processos esse número cai ainda mais, chegando a 33,9.

Tais dados mostram que ainda há um longo caminho para que as empresas brasileiras entendam de uma vez por todas que é preciso mergulhar no mundo digital, de maneira eficiente, por meio de soluções tecnológicas que já existem no mercado.

Além das soluções mais tradicionais, como sistemas ERP ou de CRM, que surgiram para trazer transparência e capacidade gerencial para rotinas administrativas e comerciais, novas soluções têm surgido para preencher lacunas de baixo nível de produtividade e segurança na área contábil, financeira e até de investimentos de médias e grandes empresas, como é o caso das plataformas de conciliação.

Quando todo o processo de batimento de dados é realizado de maneira manual, em papel ou planilhas, é enorme a probabilidade de erros humanos ou problemas de auditoria no futuro, podendo prejudicar todo o faturamento de uma empresa por meio informações erradas, multas, ou ainda, problemas de imagem frente à acionistas - fruto de uma má avaliação em processos de auditoria.

As soluções que trabalham com conciliações de dados financeiros, de maneira geral, querem apoiar as empresas em 5 pontos:

Abandonar inúmeras planilhas e centralizar o gerenciamento de processos de batimento em um só lugar, oferecendo visão gerencial dessas rotinas;

Integrar fontes de dados diversas e impedir a manipulação de informações entre processos e departamentos diversos;

Registrar todo o fluxo de batimento e disponibilizar histórico auditável para maior gestão de risco e conformidade a leis - como a Sarbanes-Oxley por exemplo;

Trazer automação de processos e fluxos de aprovação de tarefas para tornar a rotina de conciliações mais dinâmica e digital;

Liberar profissionais de processos manuais para que possam utilizar seu conhecimento em análises mais importantes para os negócios.

Como citei no título desse artigo, criar e implementar processos automatizados de batimento de informações financeiras é sim um caminho sem volta. A tendência, que já é prática no mercado europeu e norte americano, está chegando rápido ao Brasil e quem insistir em fugir dessa transformação digital, sairá perdendo.

Começar a trabalhar a conformidade fiscal e a coleta de registros históricos com soluções de batimento já disponíveis hoje, proporcionará um grande diferencial no futuro. Tais informações são cada vez mais relevantes e fazem a diferença na hora de “fechar o balanço” de uma empresa.

Nesse mundo de rápidas transformações, a escolha é simples: continuar correndo riscos ou colher os frutos da inovação. Qual vai ser sua postura?

Luiz R. Cascaldi é CMO na Dattos, RegTech especializada em integração de dados, gestão e automação de processos de conciliação (contábil, fiscal, bancária, ativos e de dados). Por meio de uma plataforma simples e intuitiva, Dattos possibilita às empresas de diversos setores realizar operações complexas com alto volume de informações em apenas poucos minutos, de forma padronizada, simples e gerenciável. Você pode contatá-lo em luiz.cascaldi@dattos.com.br ou acesse o website da Dattos para saber mais.