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Udemy, uma edtech que transforma a vida de milhões de pessoas

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    Nossa missão é dar às startups um espaço para compartilhar suas inovações, tornando-as acessíveis e conectadas

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Imagine um futuro no qual você possa aprender com uma equipe ilimitada de tutores online disponíveis 24 horas. Esses “especialistas” ensinam de forma simples e prática e os seus conselhos são gratuitos ou têm um custo baixo. A boa notícia é que esse futuro já está sendo construído por algumas edtechs, com destaque para a Udemy, um dos maiores marketplaces de cursos do mundo, que conta com 14 mil instrutores ensinando em 196 países, inclusive no Brasil. Aqui, instrutores já conseguem faturar 8 mil reais por mês.

Essa nova onda educacional está revolucionando os paradigmas tradicionais de aprendizagem e proporciona uma via alternativa à instrução presencial e aos currículos fixos. Além disso, por meio de um modelo inovador, conseguem “democratizar” as fontes de conhecimento. Em outras palavras, qualquer um pode ser um especialista, desde que tenha conhecimento.

Com sede nos Estados Unidos, a Udemy, cujo nome o nome vem da combinação de “you” (você) e “academy” (academia), possui um modelo de negócio que não cobra nenhum tipo de taxa para quem quer publicar um curso, seja ele pago ou gratuito. A proposta é simples e funciona como “revenue share”, ou seja, caso uma venda seja feita com um cupom próprio do instrutor – por exemplo, o instrutor promove seu curso diretamente para seus contatos – a Udemy fica com 3% de comissão da venda. Caso um aluno encontre o curso na Udemy e seja uma venda orgânica, eles dividem em 50% a receita do curso com o instrutor.

Para entender um pouco mais da história dessa edtech, o Polinize conversou com um brasileiro que está fazendo sucesso na Califórnia, Sergio Agudo, Head of Brazilian Market na Udemy.

Polinize – A Udemy foi fundada em 2010 e hoje já possui mais de 17 milhões de alunos​ ​e uma​ extensa biblioteca de 55.000 cursos ministrados por instrutores especializados em mais de 60 línguas diferentes.​ ​Como uma startup de edtech conseguiu construir números tão expressivos em pouco tempo?

Sergio Agudo – Acredito que o sucesso de qualquer empresa está ligado ao fato de como o seu produto está posicionado para resolver certos problemas. No nosso caso, ajudamos a resolver o problema de milhões de pessoas que estão descobrindo que aprender não se restringe a uma etapa de suas vidas. Muitas pessoas buscam soluções para se diferenciar no trabalho ou na vida pessoal, pessoas que não têm mais tempo e recursos para voltar à escola, pessoas que querem aprender através de uma linguagem simples com preço acessível e focada em projetos práticos.

Polinize – Como foi sua trajetória profissional até chegar a Head of Brazilian Market na Udemy e como está sendo essa experiência?

Sergio Agudo – Depois de ter trabalhado mais de 15 anos em multinacionais de meios de pagamentos, há quatro anos me mudei para a Califórnia por uma oportunidade de trabalho da minha esposa e foi aí que decidi que queria trabalhar em empresas que pudessem transformar a vida de milhões de pessoas. Comecei na Udemy há dois anos e meio sempre trabalhando para desenvolver o mercado brasileiro. Na Udemy encontrei um lugar que me inspira todo dia, seja pela qualidade das pessoas que têm uma missão de transformar o mundo, seja pela cultura internacional de ter colegas de mais de 12 nacionalidades trabalhando no mesmo time.

Polinize – Quem pode criar cursos na Udemy? É necessário ter credenciais de ensino (ou seja, ser instrutor de alguma instituição)?

Sergio Agudo – Acreditamos que os melhores professores não estão necessariamente na sala de aula, por isso qualquer pessoa pode criar cursos na Udemy, desde que o conteúdo do curso passe nos critérios de qualidade exigidos pela nossa curadoria. A Udemy não pretende competir com universidades. Somos um mercado aberto e global construído para melhorar as vida das pessoas através da aprendizagem. Pensamos que quem procura aprender novas habilidades ou melhorar as existentes deve sempre encontrar o professor certo.

Polinize – Quais são os cursos e áreas de estudos mais populares no Brasil?

Sergio Agudo – Nossos principais cursos, atualmente, estão nas áreas de tecnologia, desenvolvimento de jogos, design, empreendedorismo, negócios e produtividade. Um lançamento recente que fizemos foi um novo curso de jornalismo do Ricardo Boechat.

Polinize – Cursos online estão se consolidando em diversas plataformas no Brasil. Para os professores que estão pensando em entrar nesse mundo, quais são os principais diferenciais da Udemy em relação aos concorrentes? Qual é o rendimento médio (R$) dos professores brasileiros na plataforma?

Sergio Agudo – Eu diria que o principal diferencial da Udemy é que o instrutor é o real gestor e dono do conteúdo, sem nenhum intermediário. Isso quer dizer que você define o que vai ensinar, cria seu próprio conteúdo, define preço do curso, pode fazer atualizações quando quiser e tem comunicação direta com os alunos. Outra principal vantagem da Udemy é que o instrutor não precisa se preocupar com o suporte da plataforma, a promoção dos cursos e problemas de pagamento, já que nosso time fica responsável por essa parte. Sobre rendimento, os 100 maiores instrutores no Brasil já faturam mais de 8 mil reais por mês através da venda de cursos online.

Polinize – Como o mercado brasileiro é visto pela Udemy e quais são os planos da empresa para o Brasil?

Sergio Agudo – O Brasil é hoje um dos maiores mercados no mundo para a Udemy e um dos que mais cresce. Nossos plano é de acelerar os investimentos no Brasil nos próximos três anos e tornar o país referência mundial de ensino a distância.

Polinize – O Coursera buscou no Brasil parceiros de conteúdo como Universidades (USP, ITA, Insper). A Udemy também está aberta para parcerias com instituições de ensino? Se sim, para um gestor interessado, qual seria o caminho para desenhar essa parceria?

Sergio Agudo – Estamos interessados em parceiros que não só possam criar conteúdo como também que queiram revender cursos da plataforma a seus usuários, ganhando uma comissão para isso. Desde o ano passado temos uma parceria estratégica, por exemplo, com a Estácio, onde muito conteúdo do corpo acadêmico deles está sendo oferecido a nossa base de usuários e em contrapartida todos os cursos da Udemy são oferecidos a base de alunos da Estácio.

Polinize – Tão importante quanto a qualidade do conteúdo de um curso online é a maneira como ele é estruturado.​ ​Qual seria, então, a melhor maneira de estruturar um curso? ​A Udemy oferece algum guia para o professor que está começando do zero?​

Sergio Agudo – Temos inúmeros materiais de apoio e até cursos gratuitos para ajudar nesse processo. Uma vez que o instrutor clicar em “criar um curso” na Udemy, ele estará sendo acompanhado por uma equipe de suporte dedicada em língua portuguesa. Uma vez iniciado o processo de criação do curso, nós também convidamos instrutores para o grupo “Studio U em Português (Oficial)” no Facebook onde apenas instrutores ativos na Udemy podem participar e lá podem trocar experiências e dicas com instrutores mais experientes e que são apaixonados pela plataforma.

Polinize – O engajamento dos alunos em cursos online geralmente é pequeno. Como a Udemy observa isso na sua plataforma e quais ações toma para que o aluno não deixe o curso antes de finalizá-lo?

Sergio Agudo – O engajamento do aluno é muito importante para nós, por isso oferecemos ferramentas para que o instrutor veja em que aulas os alunos estão deixando de assistir o curso, o que pode ajudar o instrutor a refazer parte do material para tornar o curso mais cativante. Outro aspecto que incentivamos é a colaboração entre alunos, permitindo que os próprios alunos troquem experiências nos fóruns de perguntas. O instrutor também pode fazer anúncios educacionais para todos os alunos, dando desafios e incentivando aqueles que não estão ativamente engajados no curso.

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