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Uso combinado de 5G, IoT, Big Data e Inteligência Artificial traz um mar de possibilidades para os negócios

O 5G, certamente, vem para quebrar paradigmas e atuar como facilitador da conectividade inteligente, acelerar desenvolvimento tecnológico e viabilizar novos serviços digitais disruptivos. Além disso, vai proporcionar experiências personalizadas, interação inimagináveis e, mais ainda, aumentar exponencialmente o desempenho e a qualidade de muitos serviços. Outro ponto nevrálgico, está no desafio de integrar e orquestrar diferentes plataformas/tecnologias, aportando segurança em todas as camadas de aplicações.

Todo esse circuito de tecnologia foi discutido no webinar da Futurecom Digit@l Week “Um Mar de Possibilidades: Uso combinado de 5G, IoT, Big Data & Inteligência Artificial impulsionando Novos Modelos de Negócios”. Anderson Soares, professor e fundador do Deep Learning Brasil da Universidade Federal de Goiás (UFG),conduziu as muitas reflexões de executivos C-levels de importantes players do mercado como a NEC do Brasil, IBM, Amdocs, Embratel/Claro e Unilever.

O vice-presidente da NEC no Brasil, Angelo Guerra, destacou em sua participação, entre outras questões, a importância da colaboração no âmbito do 5G. Segundo o executivo, o grande valor da quinta geração virá por meio do desenvolvimento e adoção de aplicações que envolvam IoT, Inteligência Artificial e Big Data, e isso será possível somente com a parceria entre empresas fornecedoras de tecnologia, operadoras, startups e clientes, por exemplo. “A colaboração passa a ser cada vez mais estratégica nesse novo contexto. Costumo dizer que o 5G não será somente uma evolução das telecomunicações, mas sim uma revolução para a sociedade. Para isso, precisamos de todas as partes trabalhando juntas”, enfatiza Guerra.

Há diversos exemplos de como a IoT e outras tecnologias já estão presentes em nosso dia a dia como rastreamento de veículos, com gestão de frotas, soluções de cuidar dos animais de estimação, com coleiras inteligentes, ou outras mais cotidianas para pessoas, como pulseiras que medem pressão, temperatura, relógios conectados para avaliar batimentos cardíacos ou aplicações para ajudar na prática de esportes. Ou ainda aplicações mais complexas, que auxiliam na automatização de fábricas, com melhores níveis de eficiência e segurança. É o que avalia Alex Salgado, vice-presidente de B2B da Vivo. “Já implementamos no Brasil a primeira rede privativa LTE/4G, junto com a mineradora Vale, ajuda a cuidar dos veículos autônomos dentro da planta, auxilia na melhoria de performance e aumenta a segurança da operação”, afirma o executivo. Para ele, o 5G vai trazer capacidade ainda maior no uso de sensores e dispositivos que trará uma infinidade de benefícios e irá facilitar o nosso dia a dia.

No caso do varejo, a amplitude desse tema ganha contornos substanciais. A tecnologia está no centro de todo o processo, importante para impulsionar e dar respostas imediatas às várias questões deste segmento. “Como minerar e dar significados a esse volume imenso de dados? Como direcionar para os resultados do negócio? Por exemplo, que produtos que vendem mais, auxiliar os clientes a ter mais sucesso, olhar para necessidades futuras, cuidar e zelar por esses dados, como integrar em aplicações de negócios e gerar valor interligando tudo com inteligência artificial”, resume bem o vice-presidente de Tecnologia da Informação da Unilever, Francis Castro. Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já na ativa, Castro acredita que tudo isso é absolutamente essencial nos dias de hoje, dando proteção à informação, mantendo a ética na utilização dos dados e no compartilhamento com outras empresas.

Para Gil Rosen, CMO da Amdocs, um dos ângulos que frequentemente é negligenciado nesse tipo de discussão é o potencial do IoT para os pequenos e médios negócios (PMEs). Na maioria dos casos, existe grande foco nos grandes projetos como smart cities, smart homes, carros conectados e a nova revolução industrial com manufatura automatizada, entre outras aplicações. No entanto, também é preciso considerar o grande potencial do IoT para as PMEs porque elas são um importante motor da nossa economia. Como esse segmento não possui um grande departamento de TI e nem dispõe de um time de especialistas ou de um CTO, as operadoras podem assumir o papel e levar a conectividade para um patamar superior para que os dados e insights gerados, a partir dessas conexões, tenham verdadeiro valor de negócios e sirvam para apoiar o gerenciamento e o crescimento dessas empresas.

“O valor da camada adicional de novas tecnologias como IoT, Big Data e AI, está na geração de insights de negócios baseados nos padrões e diferentes comportamentos dos equipamentos que são conectados e monitorados, traduzindo esse comportamento em informações vitais para os pequenos negócios”, sentencia Gil Rosen.

Outro fator importante, normalmente deixado de lado, e destacado por Gil Rosen, da Amdocs, é a limpeza dos dados gerados e de que forma são aplicadas as regras de machine learning e IA para que todo esse monitoramento e coleta realmente sejam úteis e façam diferença nos negócios. “É o que chamo de “Redes de Dados e Inteligência”.  Devemos pensar nessa camada de tecnologia como uma rede, assim como pensamos nas redes 5G, já que também é composta por conexões de nós, necessita de regras diferenciadas e de monitoramento intenso para geração e extração de dados. Esse é um grande desafio, para o qual a Amdocs tem dedicado muita atenção porque trata-se de um gerenciamento complexo de produção intensa de dados que precisa ser escalável para poder atender aos negócios de forma precisa e eficiente.

Um novo conceito denominado de ‘empresa cognitiva’ também esteve no debate, uma vez que tem transformado e habilitado a geração de novos negócios. Para o partner da IBM, Mario Hime, é preciso fazer um paralelo com o que aconteceu com o surgimento do e-commerce, que foi um movimento profundo. Hoje, temos uma transformação cognitiva, com as empresas sofrendo bastante pressão regulatória e tecnológica com a chegada de tecnologias exponenciais como IA, workflow, blockchain, IoT, entre outras.

“À medida que essas tecnologias se tornam mais universais e presentes, elas modificam toda a arquitetura de negócios das organizações, criando novos modelos. De um lado, tivemos a transformação digital, com uma demanda da reinvenção digital, uma força de fora para dentro das empresas, com consumidores cada vez mais conectados, ansiosos, empoderados e multicanais. As organizações tiveram de responder a essa demanda. Agora, a pressão é mais de dentro para fora, que foca consumidores finais e também os colaboradores. É preciso responder como combinar essas tecnologias para trazer novos modelos de negócios para dentro desse contexto de transformação cognitiva e isso vai criar uma outra geração de soluções cognitivas”, contextualiza Hime.

Alexandre Gomes, diretor de Marketing da Embratel/Claro, destaca que as iniciativas do B2C dependem do dispositivo celular para a efetivação do 5G, que espera-se por uma agenda a ser cumprida, uma agenda de frequência pela Anatel, além do rollout para cobertura, velocidade e latência. “Creio que, apesar do anseio dos consumidores, em um primeiro momento esse movimento vai acontecer no B2B e depois no B2C, seja em uma arena, uma rede de departamentos ou em uma escola, sinalizando ações na educação, entre outras áreas”, conclui o executivo.

Sobre o Futurecom
O Futurecom, o maior e mais importante evento de tecnologia, telecomunicação e transformação digital da América Latina, será realizado, de forma presencial, de 05 a 07 de outubro de 2021. Lançado em 1998, na cidade de Foz do Iguaçu, o Futurecom foi transferido para Florianópolis posteriormente, onde ocorreu entre 2001 e 2007. A partir de sua décima edição, passou a ser realizado em São Paulo, com duas edições no Rio de Janeiro em 2012 e 2013.

DFREIRE Comunicação e Negócios
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